Pegando no ultimo post do “nosso” Pitágoras, que foi cristalino como água (como água fora do nosso concelho), e sem ser muito gongórico, pois nem me esforço para o ser, não valeria a pena, queria acrescentar três situações que de alguma forma ajudam-nos a concluir que talvez “o saneamento de Pitágoras”, seja inatingível.
Faz já alguns anos, que ao se fazer umas obras de algum calibre, um construtor, habituado em tais trabalhos, ao falar com o presidente da Junta, expôs-lhe o seguinte:
Como eram vários trabalhos, deveriam ser feitos em partes até ao limite de 1500 contos cada. Acabado esse trabalho, seria facturado e teria inicio outra fase até atingir outros 1500 contos, e por aí em diante. A razão era simples, e legal. Para trabalhos até esse montante, o IVA a pagar era de 5% e não de 17 ou 19% como vigorava na altura.
O presidente concordou que realmente podia haver alguma e boa poupança. Manda o empreiteiro apresentar o orçamento nesses moldes.
Empreiteiro faz e entrega o orçamento, mostrando as várias fases de 1500 contos cada.
Demorou um bom tempo, mas uma carta chegou ao empreiteiro dando-lhe conta que o seu orçamento não fora aceite, pois tinham preferência por um orçamento completo e assim a obra seria feita na totalidade sem fracções de facturamento.
Sem pôr em causa as razões de tal decisão, porque não as sei (pelo menos não as devo saber) um trabalho que custaria á Junta de freguesia 3 vezes 1500 contos mais IVA a 5%, que daria 4.725 contos, ficou (vamos aplicar a taxa de 17%) por 4500 mais IVA a 17%, que perfaz um total de 5.265 contos. Portanto, mais 540 contos. Porque razão? Se, segundo o empreiteiro, era usual e legal o fazer em várias freguesias deste e outros concelhos?
Um outro assunto, que não é de fácil compreensão, pelo menos para mim.

Numa rua de Mozelos (Fundão), a câmara alargou a estrada e como lhe competia fez os respectivos muros de suportes. Depreendo que muro de suporte seria da face da estrada até á base do terreno existente, que seria mais ou menos 1 metro, não mais. Ora o que esta Câmara fez foi para além do que lhe competia, fez mais ou menos dois muros (um de cada lado) com 1.2 mt com mais ou menos 200 metros, que totaliza 480 m2 em bloco, Porquê? Não se sabe a razão, nem mesmo o nosso Presidente o sabe pelo que disse numa das últimas assembleias de freguesia. Sabemos é que um terreno que beneficiou dessa enorme melhoria foi de seguida vendido, e claro que quem o comprou disse que pôde fazer uma proposta muito melhor tendo em vista tais infra-estruturas.
Esse terreno era pertença da "Liga de melhoramentos da Vergada".
Uma outra situação que se passou nesta vila de Mozelos, na rotunda perto do “Camilo”.
Ao tentarem comprar um terreno ao Sr. Carlos Belinha, segundo o nosso presidente, ele pediria qualquer coisa como 2000 contos por um pedaço (17 m2) de terreno (para colocação da rotunda), isto é, pedia mais ao menos a 116 contos por metro quadrado, que de facto é bastante. Ora foi iniciado um processo de expropriação do tal terreno por 300 contos. Quando fizeram a tal rotunda, depararam num pequeno erro, a dita coisa teria que ser deslocada uns metros para sul. Quem beneficiou com isso foi o senhor Belinha, pois apenas lhe retiraram quase dois metros do tal terreno. Em suma, um erro feito sabe-se lá por quem ditou que não se desse 117 contos por m2, mas sim a 150 contos. Um bom preço.
Para finalizar, e segundo as más-línguas esta obra deu para muitos esfregar
em as mãos.Gostava de perguntar a quem de direito apenas uma coisinha insignificante mas importante para sabermos como as coisas andam por estes lados.
Nesta estrada em Argoncilhe, foram colocados vários (muitos) metros de pedra, que por sinal se vende a menos de 3 km desta vila. Apenas queria saber a quanto a “Cambra” pagou o metro desta coisa.. apenas queria saber isso só para contrariar o nosso ilustre colaborador “Pitágoras”, pois as más línguas dizem que não foi mais 20 ou 30% mas sim mais de 200%.. disse bem duzentos por cento… mas repito…foram as más línguas..
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