02 março, 2006

OS NOVOS CAVALEIROS DO APÓCAL..HIPS!!!

Ando um bocadito preocupado; pois, às vezes, tenho tanta vontade de falar e, nem sempre, me tem surgido oportunidade para o fazer. Mas hoje vou tentar deixar-vos aqui um testemunho, no mínimo, embaraçante:
Um destes dias, de regresso a casa, depois de um dia de trabalho igual a todos os outros, fui surpreendido (imaginem) por uma fila (há quem lhe chame, bicha) de "altomóveis" que tímida e pacientemente aguardava a entrada de um "cámiom tir" para uma fábrica, ali para os lados de Lourosa.
O "cabalheiro qu' óperaba a dita biatura", levado pelo brio da sua "elebáda prufissom", calculava milimétricamente a melhor forma de se introduzir, com o camião e tudo, na tal fábrica, onde (cálculo), iria descarregar matéria-prima. Enquanto decorria o processo de aproximação à entrada (ou estaria ele a ver mais do que uma?), permanecia a dita fila em desesperada espera, provocada pelas manobras do "cundutôr" daquela máquina diabólica. Cansado daquele impasse, e porque estava parado mesmo em cima do cruzamento, decidi usar o claxon (vulgarmente chamada de buzina). Vai daí, "o cabaleiro da máquena infernal", indignado por tal ousadia, pára a sua "biatura" e, tal como um Pele-Vermelha (o tom vermelho que ele apresentava, eu suspeito que não tinha nada a ver com a raça do animal), fica prescutando a tal bicha, na tentativa de apurar quem teria sido o "atrebido" capaz de o estar a importunar naquela manobra de alto risco. Vai daí insisti com um leve sinal de luzes para que o exímio piloto percebesse que estava a obstruir a via. O que eu fui fazer!!!... O fulano, exaltado, fixa o olhar desvairado, e com os olhos injectados de sangue (não parecia que fosse da conjuntivite), tira o braço tuti-color para fora da janela e arremessa-me, com a mão preta do labor, o tradicional gesto em que o dedo médio é evidenciado dos restantes. Só para que ele não julgasse que eu não tinha entendido, juntei a ponta dos dedos todos da minha mão e fiz o gesto (bem compreendido, aliás) de quem sugere que introduza algo em algo. Ele, perante tal atitude, decide saír do "cámiom" empunhando um ferro, tal qual um cavaleiro do apócal...hips, pronto a vingar aquela afronta medonha. Aquilo não é coisa que se faça a um "home de trabailho"!...
Bem, por outro lado, não tive outro remédio senão "dar meia volta ao cavalo" (Não!... eu estava a falar do meu carro, mesmo) e, como pessoa minimamente evoluída e racional, evitar o que eu previa vir a ser uma situação deplorável.Agora surgem as minhas dúvidas acerca desta e de outras situações similares que diariamente nos incomodam.
Será que os patrões desses atrasados mentais que andam ao volante de carros de trabalho, não suspeitam que estão a dar responsabilidades enormes a uma data de bêbados incivilizados e irresponsáveis, que pelo facto de conduzirem viaturas pesadas se acham os reis do asfalto (que por sinal, no acentuar do relevo, condiz bem com a personalidade crivada de lacunas e buracos desses imbecis)?Quem é mais condutor nas nossas estradas? O que chamam os (ir) responsáveis pela autoridade deste país a estas manifestações de inferioridade e grosseria?
É caso para dizer: Deus me Livre!

Ass: kim lambom

Sem comentários: