30 março, 2006

SEXUALIDADE Á FLOR DA PELE

Acho piada quando esta juventude socialista defende e educação sexual nas escolas! Os jovens socialistas consideram que o actual modelo, que aponta para uma educação sexual abordada transversalmente nas várias disciplinas, se revela insuficiente e tem uma aplicação prática difícil. É de rir á gargalhada! Uma jovem socialista afirma: «esta é a melhor forma para inverter situações preocupantes como a gravidez na adolescência e a sua interrupção, que leva muitas jovens mulheres a recorrer ao aborto clandestino, bem como combater as doenças sexualmente transmissíveis».
E será que os professores estão vocacionados para tal? E mesmo que estejam, será que querem abordar tais temas ou nem são assim tão pudicos? Será melhor contratar brasileiras? E já agora será que os alunos querem abordar a SEXUALIDADE da mesma forma que os adultos a querem impor?
A escola pode fazer algo neste sector, mas cabe á família essa tarefa em abranger a dimensão psicológica e social. Não se pode reduzir este tema da sexualidade aos mecanismos corporais e reprodutores, tem que ser integrada no sentido humano. Defendo que a grande aposta nesta área deve passar pela formação dos pais, que deverão ser o principal educador. Na escola deve-se contemplar a formação de atitudes, o desenvolvimento de valores e da capacidade de discernimento e sublinhar a importância do amor na sexualidade.
Mas, é interessante verificar que os professores e até os profissionais de saúde, pais e toda a sociedade em geral não estejam preparados (para abordar o tema sexualidade com adolescentes). O problema não é em termos de conhecimentos, mas em formas de os estimular a ter este ou aquele comportamento ou hábito.
E se acham que este tema é necessário é porque algo está errado e a culpa deve cair em alguém. Há em Portugal um clima de provocação, de permissividade, de sexualidade desregrada que se vive na comunicação social desde os spots publicitários, às revistas cor-de-rosa, à televisão onde o sexo está omnipresente: sexo sem barreiras, sem limites, desencartado dos valores que lhe deviam andar associado. Entretanto ninguém parece importar-se com o impacto que este ambiente saturado de sexo pode ter sobre a educação dos adolescentes. Mas como remediar a falta de bom senso, o despudor que reina entre nós e que, disso não tenho dúvida, é um poderoso factor de deseducação dos nossos adolescentes? Agora não obriguem os professores a imitar o ABC do Sexo ou a fazer análise dos “Morangos com Açúcar” nas suas aulinhas…

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