13 março, 2006

A sustentabilidade da Cidadania

Hoje ao ver um artigo no nosso pasquim, senti-me como tivesse saído de uma consulta de um qualquer psiquiatra com um atestado de pura insanidade mental.
Não é possível ler o que vi, escrito por quem escreveu.
Não é que o ex-deputado da nação, Baptista Cardoso, parece que nos quer dar a todos uma aula de Cidadania?
Das citações que faz sobre o que é a cidadania, reparou com certeza que votar por terceiros, sem consentimento destes, não é exemplo de cidadania alguma. Quanto mais, será um exemplo de algo muito feio, ainda para mais, vindo dele, um representante do povo na Assembleia da Republica.

Quando pergunta:
“E nós, “cidadãos” da minha geração, que vamos fazer para evitarmos uma tal falência e promovermos espaços de debate público que permitam aos nossos “concidadãos” debaterem programas, ideias e projectos com que os nossos partidos apoiarão, depois, as suas escolhas?”

Respondo:
" para evitarmos a tal falência, é convencermos pessoas como você que se convença que está a mais no tipo de cidadania que preconizamos".

Poderia ter evitado o meu desgosto, ao saber que já voltou à Comissão Política Concelhia do seu Partido. Pois não é justo pessoas como o senhor proibirem outros como eu a votar no seu partido. Sim, pois não tenho coragem de colocar o meu voto em qualquer tipo de lista onde conste tal nome. (o seu).
Terminando, faz alguns anos que esses grupos de cidadania existiam, e que eu fazia parte e orgulhava-me! No seu célebre canto do cisne, nas mesas de voto, conseguiu com que eu tivesse vergonha de pertencer a esse grupo. Não pelos restantes, mas por si.
Infelizmente a mim parece-me que a renovação do PSD tem algum alto patrocínio de Lixívia, pois Branco mais branco não há!!!!
Ou será que basta estar afastado uns tempos para a sua história ficar esbranquiçada e polida?

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