
Tomou-o entre as mãos quentes, suadas, decididas.
Sopesou-o.
Sentiu-lhe a forma e era longo e forte e era firme e duro.
Como aço.
E era aço.
Fechou os olhos. Levou-o à boca. Levou-o à língua.
Soube-lhe a mãos e a suor.
Molhou-o. Prendeu-o na boca. Colou-o à boca com saliva.
E o gosto na língua era o seu.
E era quente e molhado. E era sólido e duro. E era líquido e suor.
Quis dele a ponta. A extremidade que era fogo e chama.
E a língua era amante e terna e doce e desejosa e ardente.
A língua, a ponta da língua que na ponta o tocou.
Os dedos percorreram-no longo e duro e ao contrário, procurando-lhe o início e outras partes.
E acariciaram e apertaram e pararam…
E fechou a boca e cerrou os dentes e mordeu a ponta dura como aço e que era aço.
E os dedos contornaram. Desceram. Deslizaram...
Premiu o gatilho.
O cano da arma na boca foi fogo.
Chama.
Fim.
by encandescente in: "Erotismo na Cidade"
(com autorização da autora)
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