As alterações demográficas nos últimos tempos têm vindo a assumir uma importância crescente. Traduzem-se nas modificações da estrutura das pirâmides étarias. Portugal, à semelhança do que se passa na União Europeia, apresenta pouco dinamismo demográfico, predominando uma estrutura etária cada vez mais envelhecida com baixos níveis de fecundidade e mortalidade. E é com este sector que me preocupo, porque um dia também lá estarei entre eles. Envelhecer é um processo biológico natural. Todavia, ser idoso, velho, terceira idade, senil …, ou como o queiram chamar, é, acima de tudo, um SER HUMANO.
Mas a minha preocupação é com o actual tratamento que o Hospital S.Sebastião em Santa Maria da Feira oferece aos ditos idosos do nosso concelho. Só quem por lá passa e acompanha os familiares idosos é que sente na pele tanta frieza e falta de cuidados paliativos. Esses é que sabem sobre o que escrevo. Tendo em conta de que existe a “medicina paliativa”, ou “cuidados paliativos”, e são supostamente a forma correcta em atender os doentes terminais, há que fazer uso dela. Oposta principalmente aos dois conceitos extremos aludidos: obstinação terapêutica e eutanásia, pois esta deveria ser uma nova especialidade de cuidados médicos ao doente terminal, que contemplasse o problema da morte do homem numa perspectiva profundamente humana, reconhecendo a dignidade da pessoa no âmbito do grave sofrimento físico e psíquico que o fim da existência humana muitas vezes comporta.
No hospital concelhio opta-se por enviar os doentes para casa a fim de morrerem entre os seus. Mesmo que a família diga que não têm condições ou não saiba cuidar desses idosos. Para mim, trata-se de eutanásia! Pois entre tantas idas e voltas do hospital, é lógico que nenhum idoso resiste! E é lamentável que um hospital com tanta estrutura exterior não tenha um papel mais assistencial junto dos enfermos. Ter qualidade de vida não é atender um idoso de oitenta ou noventa anos numa consulta rápida de urgência e devolve-lo á família. Deviam atender às necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais do paciente e da sua família. Optar pela eutanásia passiva não é o mais correcto, porque significa deixar morrer sem cura o doente cuja vida está prestes a findar. Faz-me lembrar as tribos africanas que no passado abandonavam os seus velhos nas selvas.
Um dia destes as pessoas levarão os seus idosos ao hospital e negam ser da família e aguardam ao longe que a maca que os transportou para o interior não os despeje num pátio qualquer como lixo. Talvez seja essa a forma dos hospitais arranjarem um canto para os colocar a soro ou a ventilação assistida…
Mas a minha preocupação é com o actual tratamento que o Hospital S.Sebastião em Santa Maria da Feira oferece aos ditos idosos do nosso concelho. Só quem por lá passa e acompanha os familiares idosos é que sente na pele tanta frieza e falta de cuidados paliativos. Esses é que sabem sobre o que escrevo. Tendo em conta de que existe a “medicina paliativa”, ou “cuidados paliativos”, e são supostamente a forma correcta em atender os doentes terminais, há que fazer uso dela. Oposta principalmente aos dois conceitos extremos aludidos: obstinação terapêutica e eutanásia, pois esta deveria ser uma nova especialidade de cuidados médicos ao doente terminal, que contemplasse o problema da morte do homem numa perspectiva profundamente humana, reconhecendo a dignidade da pessoa no âmbito do grave sofrimento físico e psíquico que o fim da existência humana muitas vezes comporta.
No hospital concelhio opta-se por enviar os doentes para casa a fim de morrerem entre os seus. Mesmo que a família diga que não têm condições ou não saiba cuidar desses idosos. Para mim, trata-se de eutanásia! Pois entre tantas idas e voltas do hospital, é lógico que nenhum idoso resiste! E é lamentável que um hospital com tanta estrutura exterior não tenha um papel mais assistencial junto dos enfermos. Ter qualidade de vida não é atender um idoso de oitenta ou noventa anos numa consulta rápida de urgência e devolve-lo á família. Deviam atender às necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais do paciente e da sua família. Optar pela eutanásia passiva não é o mais correcto, porque significa deixar morrer sem cura o doente cuja vida está prestes a findar. Faz-me lembrar as tribos africanas que no passado abandonavam os seus velhos nas selvas.
Um dia destes as pessoas levarão os seus idosos ao hospital e negam ser da família e aguardam ao longe que a maca que os transportou para o interior não os despeje num pátio qualquer como lixo. Talvez seja essa a forma dos hospitais arranjarem um canto para os colocar a soro ou a ventilação assistida…
Sem comentários:
Enviar um comentário