10 julho, 2006

“Recital de Canto no Auditório de S. M. de Lamas”


A menina Mariana Costa (Soprano desta bilha) acompanhada pelo pianista Pedro Cunha vai dar dois recitais de canto e piano no auditório de Santa Maria de Lamas. A cultura em Santa Maria de Lamas está no auge, pena a entrada ser uns módicos dez euros.
De referir que recentemente na feira do livro no mesmo auditório se assistiu gratuitamente a este recital.
A igreja da bilha associou-se a este “invento” e recomenda a todos os “crentes” a assistirem ao mesmo que reverte em favor da própria cantora.
Todos os interessados devem comparecer na porta do auditório para assistir a tão grande “invento” mostrando assim a sua solidariedade.
Pede-se à junta da bilha que distribua entradas gratuitas pelas crianças do concelho que também sonham.
Recentemente uma professora da terra pediu o auditório para ensaiar e apresentar uma peça com crianças e o mesmo foi prontamente recusado pela Junta, espectáculo que o povo de Mozelos acolheu e aplaudiu nas comemorações do aniversário da Tuna Mozelense. Devo referir este espectáculo como sendo de muito boa qualidade apesar de ser realizado por "amadores".
A menina Mariana Costa é uma cantora, ex. pianista e ex. uma série de cursos de Santa Maria de Lamas (não sei se terminou algum), participou no “chuva de estrelas” , estuda à vários anos (perdi a conta) na cidade do Porto, conduz o seu “jipe” pelas ruas da bilha e arredores mas vive grande parte do dia (noite) na cidade grande (Porto). Dá diversos espectáculos durante o ano e o seu caché foi diminuindo conforme a fama foi desvanecendo, vive com os pais numa vivenda em Santa Maria de Lamas e “aparentemente” com um nível de vida ligeiramente superior à classe média.
O caricato da situação é o anúncio na missa de domingo. “Vai haver um espectáculo no auditório é favor comparecerem, as receitas são para a menina ir estudar para Londres. Quanto mais gente aparecer melhor”.
O outro aspecto é a Junta ceder o auditório para um "invento" privado e recusar para eventos comunitários.

By O. Lorpa

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