19 outubro, 2006

O SONHO DA PSEUDO-EDUCADORA

Kouzas e Louzas

Hoje, tive um sonho jubilosamente utópico ao estilo esquizofrénico da nossa ministra da educação.
Como pano de fundo esburacado e habilmente manipulado por movimentos sincronizados, estavam os representantes do povo. Sentados em pufs rosados, estava o tal de Sócrates acompanhado por uma donzela brunida prestes a abortar. Ao lado palitava-se os dentes repletos de bolo-rei e esse alguém mantinha a vela na mão…dizia chamar-se Cavaco. Entretanto, alguém colocou óculos e sussurrou que afinal o Marques Mendes também lá estava. Depois, com ar de minhoca equatoriana ergue-se um tal de Miguel Tavares que incomodado com a professorinha quarentona do andar de cima, acusa-a de estar reformada. E, logo a seguir começa o escândalo vergonhoso com esgares de lábios disformes e acusatórios.
Ao longe toca uma campainha e de cana em riste entra a famosa zombie, a ministra da educação. Não berra e com poucas palavras desvitalizadas acusa os professores como os maus da fita. Geração rasca, quase a abater! E porque fizeram greve branca, vou castigar-vos com Scuts e novas portagens. Agora, para chegarem às vossas escolinhas terão que dar a volta a Portugal com curvas e contracurvas.
Num dos pufs brancos estava confortavelmente sentado um médico com ar hilariante! E quando se levantava de forma sorrateira, a ministra aponta-lhe a cana e diz-lhe: “ Sente-se e nunca recuse fazer um aborto porque caso contrário também passam a ser catalogados como titulares e não titulares e depois vou pensar nas cotas mínimas. Além disso passam a depender dos relatórios dos familiares dos que jazem nas caixinhas da morgue.”
Depois o lírico e o mórbido deste cenário fez com que se descesse o pano. Admitir as perplexidades que o cerca é quase uma virtude, principalmente amparada pelo nosso equilíbrio mental. Querer fugir à realidade não é ainda possível, ela assusta, é arriscado intelectualmente.
E ela continua prenhe de razão!

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