RVCC…mais uma treta deste governo! Chamam a isto Reconhecimento de Competências a nível do Secundário. Dizem que é dar novas oportunidades aos adultos que quando jovens eram pouco inteligentes e agora passam a ser mais espertos porque alguém lhes passou um papel.Dizem que o lançamento do Referencial de Competências – Chave para a Educação e Formação de Adultos − Nível Secundário constitui um marco decisivo para o aumento da qualificação da população adulta, contribuindo, de forma decisiva, para a consolidação deste nível de escolaridade como patamar de qualificação dos portugueses.
E agora vemos pessoas com o 6º ano a obter o diploma sem trabalho. E pior ainda é conseguir equivalências ao 12º ano.
O documento diz que: A operacionalização do Referencial de Competências – Chave ao nível do ensino secundário contribui para a consolidação deste nível de escolaridade como patamar de qualificação dos portugueses, através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.
Portanto, mais uma falcatrua educacional vinda do governo para mostrar aos outros que somos muito escolarizados. Só acontece porque os senhores da CEE decidiram apontar Portugal como um dos países com menor qualificação a nível escolar e profissional entre os adultos.
Assim, fazem de conta que há mais pessoas com competências e subimos no ranking. Mas de facto, ninguém vai subir na carreira ou na fábrica. É que ninguém acredita que um tipo consiga aprender 3 anos de ensino em 4 meses.
Dizem que menos de 50% dos jovens adultos (20-24 anos) não concluíram o ensino secundário, enquanto a média da CEE se situa acima dos 75 por cento. Só que as estatísticas não revelam outros factos como a emigração em que muitos jovens acompanham os pais. Também não demonstram que ter o 12º ano significa ter um melhor emprego. A maioria da nossa oferta de emprego não necessita pessoas com grandes estudos. Basta ver pessoas com o 12º ano a limpar sanitas nas escolas e até nas piscinas. Por isso é que essas pessoas conseguem emprego em qualquer outro país. Há pessoas que ocultam habilitações para conseguir emprego.
“A partir de Janeiro, cerca de 50 dos 270 Centros RVCC actualmente em funcionamento estarão em condições de avançar com este processo, que se destina a adultos com 18 anos ou mais, com um mínimo de três anos de experiência profissional e que não tenham concluído o ensino secundário.
Tendo em conta o Referencial de Competências – Chave de nível secundário, os candidatos começam por demonstrar as competências que adquiram ao longo da vida, tanto em contexto escolar quanto através da experiência pessoal e profissional, em três áreas de competências – chave: Cidadania e Profissionalidade; Sociedade, Tecnologia e Ciência; Cultura, Língua e Comunicação.
Esta demonstração processa-se com base na construção de um Portfólio, onde os adultos explicitam as experiências que consideram significativas para obterem a certificação pretendida.
Consoante a avaliação feita pelos técnicos dos centros e depois de identificadas as lacunas dos candidatos, os adultos podem ter de realizar acções de formação complementar de curta duração, a decorrer no próprio centro ou nalguma entidade associada, ou podem ser encaminhados para um Curso de Educação e Formação (EFA), com a indicação do percurso que devem desenvolver.
Os cursos EFA, organizados por módulos, possibilitam uma resposta flexível, ajustada a cada adulto, permitindo que cada candidato frequente apenas a formação de que necessita.
O processo fica concluído com a apresentação e discussão do Portfólio, que deverá demonstrar as competências adquiridas pelo adulto, perante um júri. Se o júri reconhecer essas competências, valida-as e é emitido um certificado equivalente ao ensino secundário.”
E depois passamos a ter um país certificado e sem competências…
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