22 dezembro, 2006

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

Em primeiro lugar queria-te pedir desculpa por só hoje escrever esta carta, mas é assim que se faz no meu país.

Agora queria te pedir umas coisitas como presente de Natal. Não é só para mim, mas para todas as minhas amigas e amigos da minha terrinha, e já agora de todo o país. Queria-te pedir uma escola nova! Se calhar é um pedido muito grande, e muito difícil de tu o concretizares, porque não és presidente da Junta nem da Câmara nem Primeiro-Ministro, mas os meus pais disseram-me que se eu pedisse com muita força, tudo era possível, e que te ajudava a concretizar o meu sonho.

E sabes como gostaria que a escola fosse? Eu digo-te. Gostava que sempre que quisesse ir á casa de banho não tivesse que vestir o casaco, sair lá para fora e atravessar um bocado do recreio, porque está muito frio. Gostava que o nosso recreio não tivesse lama. Gostava que tivesse um sítio para fazer ginástica sem casaco, para podermo-nos mexer melhor. Gostava que a escola tivesse cantina, para que todos nós almoçássemos juntos. Gostava que o nosso recreio não tivesse degraus de cimento, porque quando caímos, como já eu caí em cima dos degraus, magoamo-nos muito. Queria que o nosso recreio tivesse uma rede muito grande, para que quando jogamos á bola, a bola não vá para a rua onde passam carros. Gostava que tivesse uma luz cá fora a iluminar o passeio, para quando sairmos da escola á noite, vermos onde pomos os pés, porque no Inverno o sol deitasse muito cedo. Olha, e acho que é tudo. É muita coisa, ou achas que consegues realizar tudo isto? Espero que sim…

Já agora, gostava que todas as meninas e meninos no mundo todo, tivessem escolas muito boas, e que todos sejam felizes para sempre.

Gosto muito de ti, meu querido Pai Natal! E Bom Natal para ti também, e para toda a tua família. Um beijinho da Marsu!

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