13 dezembro, 2006

Eu, Karo Linda

Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor.


Este breve parágrafo retirado do best-seller do momento, quem sabe futuro Nobel, não é um simples desabafo de uma galdéria qualquer!
É um grito de independência! É um grito de golo como quando a bola entra! É um ai ou um ui como se de um orgasmo se tratasse!
Karo Linda, tem este desabafo porque finalmente foi devolvida à liberdade.
Por detrás desta grande alternadora, há uma triste história de um homem que devido ao fisco ficou com um problema disfuncional para toda a sua vida. Arrastando para a desgraça quem com ele está.
Tudo começou quando a sanita das antas foi hipotecada!
Desde então e após alguns apertos forçados à tripa, Giglo Tosta, passa a ter problemas de flatulência que pioram de dia para dia.
Conhece uma menina pura e inocente que viu naquele homem a resolução de todos os seus problemas financeiros!
Foi a pior decisão desta menina diurna, alternadora nocturna.
Desde então teve de aprender a fumar. Ficou viciada em cigarros, cigarrilhas charutos e finalmente cachimbos. Os aromas teriam de ser variados e adocicados para se sobreporem aos gazes do infeliz.
Não é à toa que a menina está nas bancadas do estádio da luz, apoiada nas mamas pelo guarda Abel e nas nádegas pelo macaco, líder da claque dos dragões. Empunhava um cartaz com os dizeres “Estou aqui ó orelhas”!
O que todos pensavam que seria um insulto, mais não era que um pedido de ajuda. Ela queria ser salva.
Giglo Tosta, torna-se católico praticante e fervoroso.
Consegue assim ter um local de prazer interior.
Fátima!
O local de culto por excelência para os católicos, é o local também por excelência para que Giglo dê azo às suas flatulências! Perto das velas queimadas, o cheiro intenso a cera torna-se o aroma ideal para os disfarces.
É aqui que a nossa menina sente que pode ser liberta. Após tudo ter feito para proteger o seu homem, sabe que mais uma missão está cumprida. Hoje, sente-se injustiçada com os boatos de que teria dado uma estalada à filha do Giglo! Deu, é verdade, mas pela simples razão que esta lhe chamou porca ao sentir um pivete de uma flatulência perdida. Karo Linda, como sempre fez, assumiu o descuido do homem como sendo seu! Sempre uma brava guerreira.
Já mais serás esquecida minha querida, que Deus, o Guarda Abel e o Macaco te protejam!

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