No próximo dia 31 de Dezembro quando soarem as badaladas da meia-noite milhões de rolhas de cortiça portuguesa vão saltar das garrafas de champanhe.
O sector da cortiça exporta actualmente mais de 150 mil toneladas, correspondentes a 838 milhões de euros. Deste montante 12 por cento destinam-se às exportações de rolhas de champanhe. «É óbvio que nas épocas festivas se consome mais champanhe e vinhos mas essa variação reflecte-se já ao longo do ano», refere à «Agência Financeira» fonte oficial da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR).
O sector importa cerca de 67 mil toneladas, o que corresponde a 146 milhões de euros. Ao todo esta actividade representa 0,7 por cento do produto interno bruto (PIB) e a 2,24 por cento das exportações portuguesas.
França, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Austrália e Itália são apontados pela associação como os principais mercados alvo. No entanto, a APCOR adianta que o sector tem vindo a conquistar novos mercados, como é o caso da China.
Melhorar competitividade do sector
Para o próximo ano a Associação Portuguesa de Cortiça prevê «continuar o trabalho de promoção dos produtos de cortiça, nomeadamente a rolha de cortiça, no sentido de garantir as condições de permanência e reforço de competência face aos vedantes alternativos».
Do lado das empresas a aposta da APCOR vai «a manutenção do plano de melhoria em curso de forma a garantir o reforço de competência e, consequentemente, da competitividade do sector no médio e longo prazo».
«Guerra» ao plástico
A APCOR em 2006 levou a cabo dois programas para o desenvolvimento da indústria. É o caso da CIC II que promoveu a cortiça nos mercados internacionais e o CorkAcção. «O balanço é na generalidade positivo, uma vez que as metas foram atingidas. A indústria está hoje mais forte e competitiva».
Em relação à «guerra» ao plástico, a associação garante que «a rolha de cortiça continua a ser a mais utilizada para vedar as garrafas de vinho». De acordo com as contas da entidade, de um total de 17 mil milhões de vedantes cerca de 80% é «dominado» pela cortiça.
«O mercado mundial de vinhos cresceu. Este crescimento fez com que os novos vedantes entrassem nos novos países produtores de vinho, como é o caso da Austrália e Nova Zelândia», no entanto, a APCOR garante «que as caves que já vedaram com outros materiais estão a regressar à cortiça, porque não ficaram satisfeitos com a sua performance».
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