Na minha opinião sempre que temos um problema “chato”, devemos brincar e ridicularizar a cena ao máximo para nos divertirmos e assim espantar as angustias que isso nos provoca. Mas concordo com isso, se formos nós a “auto – flagelarmos”!A situação da Rohde, deveria ser ridicularizada e ironizada ao extremo pelos seus trabalhadores e só assim muitos amainassem as suas angústias!
Eu não o faço, porque poderia ser considerada uma falta de respeito da minha parte para com eles!
É complicado terem empréstimos bancários! Mais complicado ainda é estarem em atraso para com os pagamentos desses empréstimos. E há muito boa gente que se encontra nesta situação!
Muitos deles tem filhos nas escolas, e já pensam em não continuar os estudos! Terão de entrar numa “urgência laboral” imediata afim de ajudar a resolver alguns dos problemas imediatos!
O caso torna-se ainda mais grave, quando alguns trabalhadores envergonhados, vão ao hipermercado ao lado apenas comprarem pão, e olham com saudosismo para os que ainda conseguem andar lá dentro com o carro cheio de compras!
Penso que “desta vez” os políticos deveriam olhar para estes (des)empregados com humanidade e não com oportunidade!
Se alguém tem soluções deve apresentá-las.
Devem ser corridos do local aqueles que se designam como defensores e mais não passam do que abutres políticos que sempre aparecem quando o “cadáver” está morno!
Quando as câmaras televisivas estão ligadas! The show must go on!
Embora este caso pareça ser diferente de outros em que apenas se trata de uma deslocação para o estrangeiro! Mesmo assim não deixa de causar estranheza que após vários sinais de instabilidade desta empresa, nada ou quase nada tenha sido feito para tentar evitar situações como esta!
Dou o exemplo da Eco! Há 20 anos em conversa de café, um professor de economia dizia que esta era uma empresa de curta duração e que fecharia no espaço aproximado de 15 anos. Não sendo um fora de série este professor pelos vistos sabia o que os governantes não sabiam! Talvez soubessem, mas como em tudo neste país, quando o nó aperta, os governantes dizem-se atentos solidários e preocupados, mas continuam a assobiar para o lado e a pedir a Deus para que a corda não os estrangule no período da sua governação!
Sendo Portugal um pais atrasado em relação à grande maioria dos países europeus, porque terá sempre a mania de olhar para o seu umbigo e não olhar o que se passou nos outros países? O fenómeno das deslocações de empresas não apareceu nem nasceu em Portugal! Mas seremos demasiado estúpidos para percebermos e entendermos que esse fenómeno existe há vários anos?!
Seremos vaidosos demais para não querermos saber o que outros países fizeram ou tentaram fazer para segurar essas mesmas empresas?!
Não haverá nenhuma escola política que ensine a diferença entre acção e reacção?
Deve ser antes…muito antes que os políticos (os bons) devem ter a capacidade de prever e agir afim de poder contrariar essa deslocação.
Nenhuma empresa ao tomar tal decisão vai recuar! Manifestações?! Acham que pegam os empresários desprevenidos? Ao tomar tais decisões, tudo está previamente estudado e com vários caminhos alternativos para responder às reacções! Mas a decisão não é revogada!
Agir e não reagir seria um excelente remédio para estes casos.
Mas vendo bem, acabamos por compreender os nossos eternos atrasos!
De facto somos e continuaremos a ser um país de reaccionários passivos !
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