Agora sim! A poeira assentou e posso escrever o que realmente me preocupou e preocupa no Imaginarius e Viagens Medievais da coba!
Não quero chamar irresponsáveis aos responsáveis, nem colocar responsabilidades a irresponsáveis!
O tema do uso dos animais que até é comum nos países orientais e de terceiro mundo, já foi aflorado por alguns, tendo inclusive sido comentado o uso de varas com aguilhões nas pontas para dar porrada nos bois que estiveram no Imgainarius! Algo que é proibido por lei! Quanto ao dar porrada, não assisti, não falo. Quanto ao resto, sim senhor….elas (as varas) estavam lá bem afiadas!
Mas protecções de animais à parte, que são importantes, mas não no que eu quero agora!
O que não ouvi ninguém falar, e peço desculpa se for falha minha, é o perigo real que constitui o uso desses animais nestas festarolas!
Em concreto na Rua Elísio Castro, antiga Rua direita, que desce da Misericórdia para a Cambra, uma rua estreita e de piso difícil para o animal, está nestes dias completamente apinhada de gente para ver passar o cortejo!
No ano passado, um dos muitos cavaleiros da Viagem Medieval, viu-se e desejou-se para controlar a sua montada, estando este inclusive apenas apoiado nas patas traseiras e bastante irrequieto! Graças à sorte e muito mais ao sangue frio e perícia do cavaleiro, a kouza não descambou!
Este ano, no Imaginarius, tiveram de usar duas juntas de bois a passar pela mesma rua!
Uma puxava uma carroça e a outra dupla puxava um enorme tronco!
E que aconteceu?!!! Nada! Felizmente, nada!
Apenas a dupla de bestas resolveu “passar-se dos cornos” e pararam pura e simplesmente em frente da igreja da Misericórdia! Razões? Não sei, mas não foi nenhum rolamento do boi que “gripou”! Mas não é difícil de adivinharmos! É noite! Muitas pessoas! Muitos flashes de máquinas a disparar! Facilmente podem ter assustado os animais!
E agora….se eles ao invés de pararem, se passassem dos cornos e iniciassem uma corrida mortal pela estrada abaixo? Imaginam o que é bestas de 400 ou
Alguém pensou nisso! Alguém com dois dedos de testa acha este meu cenário propositadamente catastrófico como sendo impossível?
Só quem pensa que os bois nascem nos supermercados e já em bifes, pode achar impossível!
Já está o gajo a delirar e a pensar no pior! - dirão alguns! Mas isso não é prevenção? Não confundir com rescaldo!
Ok, até há seguro (há?) para cobrir essas eventualidades! Alguém que faleça ficará imensamente feliz com tal dávida das seguradoras!
Finalmente, dirão: “ Os animais não estavam sós! Estavam acompanhados por pessoas bem preparadas para os dominar!”
A esses apenas duas coisas:
- Faz largos anos, um senhor que vivia da lavoura e tinha gado do género, sem qualquer explicação a sua junta de bois resolveram passar-lhe por cima, com carro e tudo!
Para sua felicidade teve o azar de apenas lhe abrirem a cabeça, mas conseguiu recuperar das mazelas! Falo-vos do senhor António José, ex. cantoneiro da Junta de Mozelos! É vivo ainda e basta lhe perguntarem! E esse acidente foi presenciado por mim. Os bois, depois de lhe passarem por cima, desceram toda a rua que desce de Gôda e pararam apenas nas escolas de Prime…porque apeteceu-lhes parar! Imaginem o que poderia ter acontecido!
- Outro caso, este bem recente, tendo eu inclusive falado dele aqui no blog! O caso do nosso Coimbrinha, de Argoncilhe e da valente marrada que levou de um dos seus touros! Não me vão dizer que o senhor não tem experiência nenhuma?
Estes sim, são as kouzas que realmente me preocupam e deveriam preocupar os milhares de visitantes que vão para se divertirem.
Nem discuto assuntos históricos para dar uso ao animal! Se é necessário o seu uso, então façam-no em espaços abertos e apropriados aos mesmos!
Já agora que todos falamos em segurança obrigatória dos espectáculos, este tipo de espectáculo é autorizado por alguém?
Se tivéssemos uma Feira transformada de uma forma involuntária numa Pamplona, quem seria o responsável por tal irresponsabilidade?
Lógico, que o culpado seria o Boi!

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