Após ter sido empossado como novo presidente da Junta das Caldas de São Jorge, coloquei-me à conversa com o Senhor Presidente da Junta, José Martins.
José Martins: A sensação é de responsabilidade! Nestas coisas da política mesmo ao nível de uma Junta de Freguesia, saboreiam-se as vitórias no dia das eleições, depois é preciso respirar fundo, arregaçar as mangas e trabalhar! Preferencialmente trabalhar muito e bem!
SK: Tem consciência do que acaba de conseguir? De uma vez só, derrota o partido do governo nacional e o do governo da nossa bilha. Ainda para mais, quando o líder nacional das laranjas fez questão de vir às Caldas participar na campanha eleitoral.
J.M.: Tenho algumas dúvidas na reflexão a fazer aos resultados eleitorais de uma autarquia como Caldas de S. Jorge, mais ainda com uma diferença de votos tão pequena em que a diferença do 1º para o terceiro foi de cerca de dezena e meia de votos. Sinceramente em vez de pensar na derrota de cada um dos partidos em causa, prefiro acreditar que foi um prémio à persistência, entrega ao trabalho quer nos últimos dois anos na Junta de Freguesia quer no movimento associativo como foi o exemplo da Comissão de Moradores de Arcozelo, onde travámos “grandes batalhas” como o caso das pedreiras agora encerradas, quer nas questões relativas à poluição do Rio Uíma. Para não falar de outras actividades. A presença do Dr. Luís Filipe Menezes nas Caldas de S. Jorge foi na minha opinião apenas um momento de campanha.
J.M.: As expectativas são as maiores! Primeiro, serão com toda a certeza uma relação de respeito, cordialidade e lealdade. Segundo, iremos informar a Câmara que o nosso projecto para a Freguesia não é mais do que a expressão de vontades de uma população, que tivemos o cuidado de ouvir e que nos deu conta do que seriam as maiores necessidades da Freguesia. Como Caldas de S. Jorge é um filho legítimo de Santa Maria da Feira, a Câmara vai com certeza ajudar-nos a perspectivar e concretizar aqueles que são os anseios de uma população. Temos noção das dificuldades, acrescida do facto de sermos 31 irmãos, mas com engenho e criatividade nós e a Câmara encontraremos soluções para tentarmos fazer a obra necessária para a freguesia.
J.M.: Ainda durante a campanha eleitoral falei na importância de quem ganhasse formasse o executivo e pedi que nos deixassem fazer o mesmo se a nossa lista vencesse as eleições. Isso aconteceu e a oposição permitiu que formássemos o executivo da Junta de Freguesia e essa homenagem temos de lhes prestar. Em democracia temos de estar preparados para a crítica e saberemos escutá-la se vier com sentido de responsabilidade. É importante lembrar que não somos um partido político, somos um grupo de cidadãos que se uniu num mesmo esforço, o de mudar o estado das coisas na freguesia. Neste grupo de cidadãos cabem todas as pessoas de boa vontade e esperamos acolher criticas e sugestões daqueles que foram nossos adversários no acto eleitoral mas acredito, serão nossos companheiros na luta pela conquista de mais valias para Caldas de S. Jorge. Neste mandato, partilharemos com eles as nossas dificuldades para acolhermos deles contributos no sentido de resolvermos os problemas da nossa terra.
É o progresso de Caldas de S. Jorge que está em causa.
J.M.: O nosso programa é praticamente o mesmo de 2005, porque permanece inalterado nos seus pressupostos. Se reparamos nos planos de actividade da Junta de Freguesia nos últimos mandatos, há por lá assuntos que se repetiram anos após anos e nunca foram concretizados. Nós temos ideias, que acreditamos, iremos conseguir por em prática no terreno muito brevemente. Temos outras, até pela sua dimensão e custos em que teremos de persuadir os poderes instituídos fazendo-lhe crer da importância dos projectos na melhoria da qualidade de vida da população. Esses terão por si uma carga burocrática muito pesada, se conseguirmos avançar nesse trabalho, teremos caminho aberto para a sua concretização a médio prazo, independentemente de vir a ser executada no nosso mandato ou no de outro. Temos consciência que este tipo de trabalho não tem a mesma dose de esforço que tem o pedir e o beber de um “fino no café da esquina”. Precisaremos de ser persistentes, e nas horas de desânimo esperaremos ter uma oposição que nos tire das “cordas e nos empurre para o combate” com mais energia, afinal a nossa causa será a deles também pois é o benefício da comunidade que ambicionamos. O nosso primeiro trabalho a iniciar muito brevemente será uma intervenção no fontanário
J.M.: Não temos o condão da varinha mágica, iremos falar com os responsáveis do Centro de Saúde e com os profissionais que prestam serviço na unidade afim de encontrarmos soluções que melhorem as condições de quem lá trabalha e para os utentes.
SK: Afinal as pedreiras são para fechar ou para continuar? Qual a sua posição e que medidas pretende tomar?
J.M.: Neste momento, seguramente, uma está encerrada. Vamos aguardar desenvolvimentos, estaremos vigilantes e exigiremos que sejam cumpridas as normas vigentes para a actividade das pedreiras.
J.M.: A questão do PERM será acompanhada com muita atenção! Tomaremos todas as iniciativas que estiverem ao nosso alcance para apresentar argumentos que justifiquem a mudança de local para a sua instalação.
A visão de progresso com a instalação do PERM naquele local é muito redutora.
J.M.: Trabalho! Humildade para os escutar, nas suas angústias, tentar ajudá-los a concretizar os seus sonhos e desejos! Entendo que seja isso que eles esperam de uma Junta de Freguesia!
J.M.: Gostei muito do “colo” que o Shrek me deu! Espero continuar a merecer essa confiança. Agradeço à minha filha pela paciência que teve comigo e a todo o grupo que integrou a lista “Futuro Já” e todos que aqueles que das mais diversas formas colaboraram e incentivaram este projecto.
SK: Terminando! Como sei que vê o blog, fica chateado quando eu “pego” consigo e o caricaturo como sendo o Taken Martins?
J.M.: Bem pelo contrário! Tenho uma grande simpatia pelo seu trabalho nas “kouzas” do blog e acho imensa piada aos nomes artísticos que vai atribuindo a uns e a outros o meu incluído! Espero que continue a divertir-nos com os seus textos bem-humorados.
J.M.: Eu é que agradeço! Estarei atento às caricaturas que vai fazer, quer seja a meu respeito quer seja dos outros elementos da minha equipa.

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