14 janeiro, 2009

Mamarrachos?!

Hoje quase que podemos considerar o dia mundial dos “mamarrachos”, pois é disso que vou tratar!

Como referi na última Assembleia Municipal, o nosso estimado “camarada xuxinha Bito (homem) das Neves, da larosa” anunciou ao pobo que em “Larosa” estava a ser construído um “Mamarracho”! Disse inclusive que tal monstro para além de ser feio, estava a “comer” terreno público.

Já o nosso ilustre “avariador Peso-pesado” para além de discordar do termo “mamarracho” disse que após saber do assunto, mandou lá os senhores da fita métrica da Cambra para averiguarem a Kouza e que os mesmo verificaram que bem pelo contrário, o dono da empreitada estava a recuar mais do que inicialmente ficara estabeleciDSC00015do!

Num serviço de investigação tremendamente arriscada (em Larosa não se brinca) consegui esta foto e duas reacções. Devo considerar que à vista “desarmada” é uma casa muito jeitosinha!

Numa primeira reacção, um habitante disse-me que de facto aquilo era mesmo um “mamarracho” e que apenas estava a ser ali construído porque o dono era homem com um bom manejo dos chamados pauzinhos (influências).

Uma segunda reacção diz-me que afinal de contas estas queixas e queixinhas deve-se exclusivamente ao facto de quem pretendia comprar aquele terreno não se conformou ainda com o facto de o não ter conseguido.

Para desempatar, perguntei a opinião a um rapazola que ali ia a passar, mas não foi possível chegar a um resultado, pois o pequeno exigiu-me uma caixa de chicletes das melhores, para responder!

Como o dia estava “mamarrachado”, fui ao encontro de um outro caso que também poderia ou poderá ser...um “mamarracho!

Arrifana! Essa linda localidade que tanto tinha para falar, mas não há tempo!

Aqui o caso não parece levantar qualquer dúvida.... Não há meio-termo, ou é ou não é “mamarracho4444”!

Ao chegarmos a um local conhecido como Rua D. António Ferreira Gomes – Arrifana, deparamo-nos à primeira vista com um caso muito estranho onde uma construção avança para o meio da rua. Habituado a este tipo de kouzas,  presumi que o infeliz proprietário, não conhecendo as regras, pensou que ao contrário de construir um passeio da guia para dentro do seu terreno e só depois um muro, terá interpretado precisamente ao contrário. Aumenta o passeio da guia para a estrada e depois ainda faz o muro de vedação. Como facilmente os leitores percebem...errar é humano e não serei eu a atirar a primeira pedra (ainda que lhe possa fazer jeito para a construção).22

Mas, logo me disseram que ele (o dono) não o fizera por engano, pois até será um homem da coba que tem boas relações com muito senhor “inginheiro”!

Será que este seria mais um caso de um homem que apenas cumpre a lei...não uma lei qualquer, mas sim a lei da Cambra?!

Mais uma vez, disfarçado de verde para não ser reconhecido por um qualquer puto que tivesse ido ver o shrek ao cinema, investiguei!

Depois de duas cervejas no café (onde estive a investigar) cheguei a um veredicto: 333

Este é um homem dos bons! Andam por ai a pensar que cada vez são mais raros estes homens, mas este é nem mais nem  menos que um bem feitor que faz...bem feitorias!

Resume-se assim a historia:

Financeiramente a Junta de Arrifana do nosso estimado presidente Darinho está...como assim dizer, na penúria! Ao saber desta situação, este bondoso homem quis ajudar e decidiu comprar um espaço público na terra! Comprou a estrada da urbanização que ali existia há duas dezenas de anos. Assim “colava” 555a dita estrada ao seu terreno. Eternamente agradecido, Darinho não mais parou de manifestar tal gratidão por tal gesto. Acto continuo esse, que ainda mais comoveu o tal senhor...o da coba, que tem muito bom “ingenheiro” como amigo  e é um bem feitor... dizia eu então que .... o senhor como ficou tão comovido resolveu então fazer mais um acto de extrema nobreza... Doar metade da estrada que tinha adquirido.

Entenderam? Claro que sim! Sei que os meus amigos leitores são pelo menos tão inteligentes quanto eu. Por isso meus amigos, lá por verem umas simples fotos não deverão ter logo uma posição formada. (não neguem à partida uma kouza que desconhecem)

Mesmo que a kouza pareça muito...mesmo muito estranha. Como decisão final, declaro que esta espécie de aberração.... Não é um “Mamarracho”!

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