Estamos a viver numa espécie de galáxia onde o comandante “Socras” e o seu amigo Mr. Teixeira dos Santos Spock, parecem andar meios perdidos entre as estrelas.
Não bastava o senhor das Finanças dizer que agora a economia tem de ser seguida pelas estrelas, o seu comandante que tanta pancada tem levado, anda mesmo com a cabeça envolta em estrelas.
A teoria da “cavala” ( um peixe) e uma Campanha Negra, ou Magia Negra, são as palavras de ordem que os nossos governantes mais apregoam.
Pelo que tem sucedido, estranho que o Cavaco Silva não tenha já indigitado a “Maya das Cartas” como governanta desta espécie de “Tenda Mágica”.
Sem pretender “condenar” o nosso primeiro-ministro pelo caso Freeport, que honestamente espero que esteja inocente, politicamente não só por este caso mas por tudo o que tem feito nestes quase quatro anos, como disse, se vivêssemos num outro qualquer pais de desenvolvimento médio, este primeiro-ministro já teria pedido a demissão.
Não sendo velho, sou ainda do tempo que graças a um semanário entretanto desaparecido, foram mais que muitos os ministros do Cavaco Silva que foram caindo (“assassinados”) uns após outros, por casos que comparados com este eram chupas – chupas para crianças.
Acredito mesmo que se este primeiro-ministro fosse um que conhecemos e se o Presidente da República fosse um “cenourinha” qualquer, já estaria demitido.
Vejamos alguns casos, muito pouco esclarecidos:
Semanário Sol:
Alguns excertos dos e-mails trocados:
- «tudo deve estar concluído antes do novo Governo tomar posse»
- «tenho estado sob ordens muito rígidas do ministro para não dizer nada»
- «enviar a taxa em duas partes, uma para o Estudo de Impacto Ambiental e outra para os protocolos. Tenho as pessoas sob controlo graças a essa transferência»
- «para o Estudo de Impacto Ambiental é necessário pagar mais 50K. Não digo para pagar já, faça só a transferência»
Pessoas sob investigação “Carta rogatória inglesa”:
A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres estão a realizar uma investigação por suspeita de crimes. A investigação relaciona-se com uma que está a ser levada a cabo pelas Autoridades Portuguesas por alegações de suborno e corrupção associadas com o desenvolvimento do local da Freeport em Alcochete.
Os cidadãos do Reino Unido, que se sabe estarem ligados ao caso e que estão por conseguinte a ser presentemente investigados, vêm indicados a seguir:
1. Sean Collidge
2. Gary Russell
3. Jonathan Rawnsley
4. Rick Dattani
5. Charles Smith
6. William (Billy) McKinney Jnr
Existem motivos razoáveis para crer que as pessoas acima referidas tenham cometido crimes de Suborno e de Corrupção em contravenção das leis de Inglaterra e do País de Gales. Os crimes específicos que estão a ser considerados vêm expostos no Anexo “1” à presente.
Além disso, os cidadãos abaixo indicados, que não são do Reino Unido, são considerados como estando sob investigação no sentido de terem solicitado, recebido ou facilitado pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados no Anexo”1”.
7. José Sócrates
8. José Marques
9. João Cabral
10.Manuel Pedro
No Correio da Manhã:
Mãe de Sócrates compra casa a um offshore por 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
Na altura a empresa vendedora “perdeu” entre compra e venda (espaço de 3 anos), cerca de 30 mil Euros. De salientar que na época os imóveis estavam em clara valorização.
Recorde-se que, em 2005, constava do processo Freeport uma lista com cerca de 15 suspeitos. O nome da mãe de José Sócrates estava entre estes.
(ainda no Correio da Manhã)
Uma assessora de Manuel Pedro, da empresa promotora do Freeport, a consultora Smith & Pedro, disse em 2004 à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal que durante o licenciamento do Freeport, houve o pagamento de “avultadas comissões”, incluindo ao actual primeiro-ministro, que terá recebido “400 mil” – sem que seja especificada a unidade monetária.
No expresso/Sic:
Dois técnicos do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) que elaboraram pareceres chumbando liminarmente o projecto do Freeport de Alcochete foram afastados do processo pela direcção do instituto, em Setembro de 2001. O mesmo aconteceu aos técnicos da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET), a quem o ICN deixou de pedir colaboração.
Não esquecendo entretanto que a kouza foi “feita” em governo de gestão, 3 dias antes das eleições.
Que há muito que explicar... parece que sim, mas provavelmente isto tudo junto é bem capaz de dar em “kouza nenhuma”!
Sem comentários:
Enviar um comentário