A manhã foi destinada às pescas. A comitiva do CDS esteve reunida com alguns empresários deste setor, no concelho de Ílhavo. Entre os problemas apontados estiveram a concorrência com outros países europeus e alguma negligência da classe política. A concorrência desleal da Noruega no caso do bacalhau, que não têm de obedecer a regras tão restritas como as das empresas portuguesas, por não estarem abrangidos pela mesma legislação, segundo os empresários, limita a ação dos empresários, ao mesmo tempo que diminui a criação de riqueza no país.
«A partir do momento em que um produto entra no país deve estar sujeito às mesmas regras», dizem. Por outro lado, também consideram que «quem está em Bruxelas não nos sabe representar». E alertam mesmo que, se nada for feito, em «2 ou 3 anos, 50% das empresas vão fechar».
Afonso Libório, presidente desta cooperativa, alertou para o problema da agricultura. «A agricultura precisa de dar uma volta.» Reconhecendo que Paulo Portas «é o único político em Portugal que fala da agricultura», diz que quem ficar com este ministério «terá um problema grave em mãos».
Afonso Libório lembrou com nostalgia o tempo em que Aveiro era «o celeiro de Portugal» e em que os agricultores tinham mais bem vistos socialmente e tinham mais poder de compra.
Na Kiwicoop, especializada na distribuição de Kiwis, foi visível que a aposta num produto específico e o seu trabalho cooperativo ajuda a revitalizar um setor e dá bons frutos. Por aqui passam 3 mil toneladas de kiwis por ano e a direcção ambiciona chegar às 7 mil toneladas dentro em breve. 30% deste volume destina-se à exportação.
« O CDS quer apostar no mar. Paulo Portas tem frisado isso nos seus discursos. O CDS só fará parte de um Governo que tenha um Ministério da Agricultura. Não temos uma visão idílica e romântica da agricultura. Olhamos para ela com pragmatismo. É uma questão de soberania e de auto-sustentabilidade», anunciou Raul Almeida. O deputado considerou que «no norte e centro do país, a agricultura só tem viabilidade através do sistema cooperativo», motivo pelo qual renovou as felicitações a estes organismos.
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