31 maio, 2011

CDS Aveiro reúne com sindicatos

image Populares do distrito encontram-se pela primeira vez com delegação da CGTP
A comitiva do CDS reuniu esta terça-feira com a CGTP, numa iniciativa inédita. A reunião fecha o círculo de visitas com vista a conhecer a realidade do emprego em Aveiro, depois de ter reunido com a Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) e a UGT na semana passada.

«Preocupam-me os desempregados com mais de 40 anos», disse Raul Almeida, número dois na lista de candidatos a deputado por Aveiro, a seguir a Paulo Portas. O deputado recandidato mostrou-se incomodado pela desvalorização da experiência de alguns destes profissionais e lembrou que estes desempregados, por ainda terem muitas responsabilidades familiares, acarretam vários problemas sociais. 

As mulheres são mais afetadas pelo desemprego num distrito que nos anos 80 era apelidado, nesta matéria, de «oásis no meio da crise», mas contando agora com uma realidade muito diferente. Para este panorama tiveram forte contributo o fecho da Clarks (Arouca e Castelo de Paiva), da Rhode (Santa Maria da Feira), Philips e Yazaki Saltano (em Ovar). 

Na reunião de hoje a CGTP apontou o dedo ao Instituto do Emprego e da Formação Profissional pela discrepância de números de desempregados que apresentam quando comparados com os que são indicados pelo Instituto Nacional de Estatística. «É curioso ver que este ano, contra a corrente, os números do IEFP baixaram. Não faz sentido», acusam os sindicalistas. 

«Nos 6 anos de governação de Sócrates, estimamos que o desemprego no distrito aumentou cerca de 15%», afirmou Raul Almeida. Lembrando a matriz democrata-cristã do partido, o deputado garantiu estarem contra a flexissegurança, mas defendeu a extensão, nesta altura de crise e de aposta na recuperação económica, dos contratos a termo, «para evitar mais desemprego e falsos recibos verdes». 

«Defendemos que a produtividade tem de subir. Mas precisa de um esforço conjunto dos empresários e dos empregados», indicou Raul Almeida, numa alusão ao esforço conjunto de todos para combater a recessão económica que o país vive. 

Em todas estas reuniões de trabalho, tanto Raul Almeida como Teresa Anjinho, terceira candidata na lista de deputados por Aveiro, defenderam a criação do IVA de caixa (permitindo às empresas pagar o IVA apenas no momento em que o recebem do cliente e não no momento da emissão da fatura) e a desfiscalização das horas extra para uma «justa remuneração dos trabalhadores, porque ninguém produz sem estímulo». «Mas tem de ser efetivamente horas extraordinárias, até porque há estudos que mostram que depois de vários dias a trabalhar 10 horas ou mais a curva da produtividade do trabalhador decai», esclareceu Raul Almeida. 

Elisabete Rita, diretora geral da AIDA, frisou que em todas estas medidas, bem como noutras que já estão implementadas, «o Estado tem de dar o exemplo». 

Questionado pela UGT sobre o limite nas reformas, o deputado recandidato defendeu que «na reforma deverá existir um teto máximo equivalente e nunca superior à reforma do Presidente da República». Salientou ainda que o CDS-PP é o único partido que defende a limitação dos salários dos gestores públicos no máximo ao salário do Presidente da República, bem como o fim dos «prémios de gestão das empresas públicas que não dão lucro». 

Estas reuniões de trabalho serviram igualmente para Raul Almeida e Teresa Anjinho esclarecerem que o CDS não é contra o rendimento social de inserção, «nas situações em que manifestamente se justifique», mas que tal apoio social «tem de ser sempre temporário e transitório», necessitando de fiscalização para evitar abusos.

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