25 setembro, 2011

PAN - Semana da Mobilidade 2011

image No passado dia 22 de Setembro, terminou a Semana da Mobilidade 2011, que teve o seu início no dia 16 e que o PAN considera um bom pretexto para estimular a reflexão em torno de políticas ética e ambientalmente conscientes no que diz respeito à mobilidade. Não se trata de penalizar a utilização do automóvel mas de estimular o surgimento de verdadeiras alternativas quanto a outros meios de transporte.


Não pode deixar de se notar que, de um modo geral, as medidas que têm sido introduzidas são dispendiosas, avulsas e perigosas, não havendo de facto uma verdadeira política de mobilidade para as cidades.

1. Assim, é desde logo necessário um esforço de educação cívica no sentido de recuperar o respeito pelos peões e pela sua circulação nas ruas e estendê-lo à bicicleta e seus utilizadores, devendo a bicicleta ter sempre prioridade sobre o automóvel. Neste âmbito, é urgente combater a inércia em que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) se encontra. Trata-se, no fundo, de abandonar a noção generalizada e aceite do automóvel como detentor ou proprietário das ruas. Nas ruas ou avenidas com duas ou mais faixas, uma das faixas deve ser convertida em ciclovia, tendo o cuidado de nunca retirar espaço dos passeios aos peões, como erradamente tem ocorrido em algumas situações, colocando em perigo quer ciclistas quer peões. De modo a aumentar a viabilidade e estimular o recurso à bicicleta como deslocação para o local de trabalho, empresas com 50 ou mais trabalhadores devem disponibilizar balneários com duche para que aqueles possam tomar banho e mudar de roupa.

2. Os transportes públicos carecem de uma melhoria substancial, devendo prestar-se especial atenção ao transporte contínuo entre os parques de estacionamento periféricos e o centro das cidades/zonas de escritórios. Nas zonas das cidades onde se verifique que a qualidade do ar é má e que estão bem servidas de transportes públicos, a circulação deve ser restrita a residentes.

3. A utilização da bicicleta traduz-se em indiscutíveis benefícios para a saúde. Ao mesmo tempo que contribui em muito para resolver os problemas de estacionamento, pode representar, verificando-se a sua utilização generalizada, grandes reduções na factura petrolífera do país, bem como a evidente melhoria da qualidade do ar e redução de emissão de gases poluentes.

A fim de divulgar estas e outras vantagens e de estimular a procura de modo informado e crítico de soluções viáveis neste âmbito, o PAN propõe o encerramento aos automóveis pelo menos uma vez por mês das principais vias de circulação nas principais artérias das cidades.

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