23 fevereiro, 2012

Deputados Teresa Anjinho e Raul Almeida visitam dois CAT’s na Feira

imageTeresa Anjinho e Raul Almeida, deputados da Assembleia da República do CDS-PP eleitos por Aveiro, em conjunto com a Comissão Política Concelhia do CDS-PP de Santa Maria da Feira, visitaram duas IPSS com Centro de Acolhimento Temporário (CAT) no passado sábado, as Irmãs Passionistas - Centro Social Santa Cruz, na Feira, e o CASTIIS, em Sanguedo.

Duas realidades diferentes, duas perspectivas distintas. 

Nas Irmãs Passionistas, o propósito era averiguar a situação financeira desta instituição. São públicas as dificuldades deste CAT, que luta desesperadamente para se manter aberto e que alberga 15 jovens, entregues pela Segurança Social ou Tribunal de Menores, que aguardam decisão quanto ao seu futuro ou estão numa situação de disponibilidade para adopção. 

image Segundo as responsáveis pelo centro, as dívidas são cada vez maiores e o buraco financeiro vai-se tornando cada vez mais negro. Actualmente, a situação é desesperante e sem uma ajuda efectiva, venha ela de onde vier, o encerramento pode ser uma triste realidade. 

Os deputados inteiraram-se da situação, e sem falsas promessas, comprometeram-se a expor o caso no Ministério da Segurança Social, na Assembleia da República, bem como noutras instituições ou organismos competentes. 

No CASTIIS, a realidade é bem diferente. Se é verdade que este CAT, tal como os outros, é altamente deficitário, as valências paralelas desta instituição acabam por equilibrar as contas. 

Esta instituição de Sanguedo conta também com um centro de dia e lar, creche e pré-escolar, e mais recentemente com um colégio, entre outras valências. 

Sendo um exemplo de crescimento grande mas sustentado, o CASTIIS aposta claramente numa gestão moderna mas sempre com a matriz social como pano de fundo. Este CAT alberga 20 jovens de ambos os sexos e está em funcionamento desde Outubro de 2007. 

Os CAT’s lutam com enormes dificuldades financeiras. A conclusão a que se chega, numa análise rápida e no actual quadro, é que estes centros demonstram grandes fragilidades, não sendo sustentáveis na esmagadora maioria dos casos. Só a ajuda dos particulares e das empresas é que têm equilibrado as contas destes centros. Porém, a crise tem implicado a diminuição desses apoios, sendo nalguns casos verdadeiramente residuais. 

Os deputados levaram para Lisboa as preocupações e receios dos dirigentes destas IPSS’s. E foram muito preocupados pois o cenário é muito negro. 

Numa próxima oportunidade, o CDS visitará os outros CAT’s do concelho.

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