20 junho, 2012

“se estaindes tesos, dainde o que não tendes”

imagePenso que o Padre de Rio Meão deveria ser desde já nomeado para o prémio do empreendedorismo das terriolas de Rio Meão e de Paços de Brandão!

Juntamente com esta recomendação, também poderia ser atribuída a medalha da pedinchice!

Ora vejamos… vai fazer uma remodelação à residência de Rio Meão por 160 mil euros e ao mesmo tempo está em obras na residência de Paços de Brandão, onde o senhor padre presta serviço!

Isto é uma “alavancagem” enorme para a economia local e arredores! Reparem que uso o termo “alavancagem”, porque para além de ser moderno, evito usar a palavra “vergonha”, que também ficaria muito bem neste contexto! 

Compreende-se as obras nos dois locais, até porque o senhor Padre, agora habituado a luxos inatingíveis por ele até há poucos anos, agora vai ter todo o conforto em Rio Meão e também terá de o ter (o luxo) em Paços…. Não vá o senhor padre constipar e contaminar os coitados os paroquianos na altura de meter o hóstia na boca dos fiéis! 

E esta espécie de “padre mais papista do que o Papa” não é nada egoísta! Para além de dar a oportunidade aos fiéis “marreenses” de contribuírem com donativos para as obras, é capaz de dar essa mesma oportunidade aos fiéis de Paços de Brandão! 

Sempre ouvi dizer que a igreja e a esmola andam de mãos dadas… neste caso, a esmola é mesmo para a igreja e não para distribuir pelos pobres! Aliás, nesta época é sugerido ao “pobo” algo de inovador: “convidam-se os pobres e… tesos pobres a dar o que podem…e se não podem, desenrasquem-se que o senhor Padre não tem o dia todo para vos aturar!

2 comentários:

EU disse...

Chamem-lhe o que quiserem, mas ele é o Padre Amaro dos tempos modernos...
Chamem-lhe tolo, anda aí à mama de toda a gente e aínda se ri!

Paulo Pinto disse...

10 metros quadrados do teto em ouro do Vaticano já pagava isso. Dar aos pobres? Pash!! A igreja gosta é de muito dinheirinho.
O Padre continua a ser uma autoridade neste país. Veja-se aquele senhor bispo, que em semanas recentes se meteu na política para nos chamar a todos animais e no dia seguinte tinha a sua reforma de 4000 euros publicada nos jornais...
Desde que não sejam as juntas a pagar (e.g. os contribuintes católicos e não católicos) tudo bem.