11 setembro, 2012

O “Pobo” quer saber

image Pergunto ao PSD enquanto partido se está disposto a desaparecer enquanto partido social democrático e se assumirá a responsabilidade do “afundanço” de um país com séculos de história.

Queria também perguntar aos autarcas do PSD, esses sim, conhecedores do mundo real, qual a posição que assumem perante estas medidas propostas pelo “Pedro” que curiosamente são consideradas absurdas e injustas por todos os quadrantes políticos e da sociedade, desde a classe trabalhadora, economistas e até por patrões!

Agradeço o envio de respostas para o meu “Pobo”, que é o burro!

15 comentários:

Paulo Pinto disse...

Não creio que o PSD possa assumir a responsabilidade pelo afundanço do país. Esta direção nacional do PSD é responsável por não conseguir encontrar, de forma capaz, uma cura para o caos que o PS deixou.
O PSD não está a conseguir encontrar uma solução para os milhões das PPP, para recuperar os milhares de milhões da Parque Escolar, não é capaz de cortar nos gastos do Estado, reformar o país para que consigamos viver de forma sustentada e deixar de asfixiar as pessoas com impostos.
O Pedro disse antes das eleições que queria um estado mínimo para os trabalhadores deixarem de sustentar esta gordura do estado-previdência.
Pois nada disto está acontecer.
Sócrates anunciou o défice mais baixo de sempre e foi a eleições com esse preceito. 2 meses depois das eleições disse que se "enganou" e o défice era muito superior. Depois disso, sempre defendi que face aos dados novos do défice, devíamos ir a eleições novamente, pois os princípios com que se apresentou a eleições tinham deixado de ser válidos.
Neste momento, está acontecer o mesmo: até concedo que PPC tenha sido surpreendido com as necessidades do país quando chegou ao Governo, mas não posso aceitar que, passado um ano, os princípios de redução da despesa e liberalização do estado tenham ficado na gaveta. O que me levou a votar neste governo não existe.
Reconheço a dificuldade de corrigir o pântano deixado pelo PS e assusta-me que eleições próximas possam levar esta malta gastadora e irresponsável de novo ao poder, mas face à realidade económica que ficámos a conhecer depois das eleições e face a uma mudança do programa eleitoral do Governo, será agora hora de dar a palavra ao povo novamente.
Provavelmente uma crise política faria aumentar os juros da dívida externa, pois perderíamos credibilidade face aos novos credores, e isso era o que menos precisávamos agora, mas não é possível levar a cabo uma política económica que não foi minimamente ratificada pelo povo.

Anónimo disse...

mais eleições para elegerem gentalha que aparece nas listas dos partidos que nunca fizeram nada para além de colar cartazes e baterem palmas nos comícios, maravilha de democracia, vamos é prender todos os que por lá andaram desde o 25/4/74, confiscar-lhe todos os bens e proibir até à 5ª geração que possam assumir qualquer cargo público.

Anónimo disse...

Como autarca e votante no maior partido da coligação sinto-me naturalmente indignado e simultaneamente muito preocupado.
Indignado, não propriamente pelo que estão a fazer, mas pela forma como o fazem. Sem o minimo de respeito pelas pessoas. Estas medidas, que até admito possam ser necessárias face à desgraça e miséria em que o PS deixou este Pais, tinham que ser muito bem explicadas. Para que servem? Que metas vamos atingir com a sua implementação? e essencialmente porque? Porque, como diz Paulo Pinto, elas não constavam do programa dos partidos que nos governam.Muito preocupado porque não encontro quem nos apresente uma alternativa. Vejo e ouço muita gente a gritar que não esta de acordo mas nunca apresentam sequer uma medida alternativa. Sendo assim quem vamos escolher a seguir? Vamos votar novamente no escuro e colocar lá alguém, como o PS, que ainda nos fazem pior?
Preocupado ainda porque começo a ver muita gente a pensar como o comentador anterior. Criticar é muito fácil todos o podemos fazer. Estamos naturalmente em tempo de contestar mas também de exigir a todos, e são muitos, que se fartam de mandar palpites, alguns bem pagos, para começarem também a dizer-nos como podemos sair deste buraco em que alguém nos meteu.JFM

Paulo Pinto disse...

Há alternativas. Penso que nos partidos da direita tem de começar a haver uma verdadeira onda liberal. Já vimos que o socialismo (de esquerda e de direita) não resulta.
Quer o PSD quer o CDS têm pessoas que podem levar o país a um bom rumo. Se essas pessoas não se chegarem à frente, o país tem 10 000 000 de outras pessoas. A política e a democracia não se esgotam nos partidos.

Anónimo disse...

ao votante e autarca das 9/12/2012 10:11 a.m., eu não comecei a pensar assim ontem nem há um ano, já penso assim desde do caso melancia, e quanto a si é no meu modo de pensar tanto ou mais dos maiores responsáveis do estado das coisas, não diga que foi só o ps ou o pc ou o be, foram todos os que estiveram nos lugares decisão tal como o senhor, que com mais ou menos poder de decisão lá esteve a ajudar a afundar este barco, por mim já estava preso e com todos os seus bens confiscados a favor do erário público.

Anónimo disse...

Devemos culpar quem nos lançou ao mar e nos deixou a afogar ou quem nos está a tentar salvar? É preciso saber quem nos pôs nesta situação. Deixaram-nos na Bancarrota. Não podemos esquecer nunca para não cometermos sempre os mesmos erros.

Anónimo disse...

Ó Paulo Pinto, dos que estão no governo, quais os mesmo competentes capazes de levarem o país a um rumo? Não é o que dizem eminentes figuras da área quer do PSD quer do CDS. Sabe, os conselheiros destes fulanos, os principais, são o Borges (o maior comedor nacional, saído do FMI e Goldman Sachs), o Catroga que, ao que ele disse, negociou, melhorando o Memorando, e depois pirou-se para a EDP e agora critica subrepticiamente, algumaas das medidas e a forma de aplicação, e o Braga de Macedo, o tal que meteu um projecto de apoio para "jovem agricultor". Precisa de melhor?

José Pinto da Silva

Paulo Pinto disse...

É ler o que eu disse se faz favor.

Anónimo disse...

Li e reitero o que disse.

José Pinto da Silva

Paulo Pinto disse...

Então leu mal. Leia novamente.

Anónimo disse...

Só me faltou referir que é capaz de estar a sugerir um governo saído das manifestações. Não funciona. Como nunca funcionou um governo dito de iniciativa presidencial, se é nisso que quer pensar. Para o bem e para o mal, qualquer governo melhor ou pior, mais ou menos estável, haverá de sair dos partidos ou por eles liderado. Isso é a democracia representativa e foi a que adoptámos.

José Pinto da Silva

Paulo Pinto disse...

Mas olhe que pessoal que vai a manifestações também sabe formar partidos ainda que não me reveja neste tipo de manifestações. Principalmente, acho que dentro do PSD ou do CDS há gente que acredita num estado mínimo, acredita que o estado -previdência não é a solução e acredita numa economia liberalizada. Se não houver, então cria-se aqui um espaço para um partido novo.

Anónimo disse...

Não sou capaz de descortinar o que quer entender por "economia liberalizada". Por manifestar tendência contra "estado-previdência" quero concluir que será adepto mais ou menos fervoroso dos "Chicago Boys" cujo mentor foi o Milton Freedman e o seu célebre Freedom to Choose. Mas olhe que a aplicação dessas teorias a situações concretas, só mesmo em ditaduras tão fêrreas como a Pinochet dos primeiros dez anos de poder. Perseguição e morte de milhares de pessoas, de todas as que dessem um espirro na paz sepulcral do regime. Foi o próprio Freedman que liderou a aplicação no Chile. ESpero que não esteja a esperar que alguém tente sequer pôr aqui algo parecido. Claro que tem lá gente a quem vontade não faltaria: O que acha que é o António Borges ou o Jorge Braga de Macedo senão gurus de Chicago? Mas .. aqui eles ainda não dominam a tropa....
José Pinto da Silva

Paulo Pinto disse...

"só mesmo em ditaduras..." lol
Oh Sr Pinto da Silva, gosto de si mas o senhor não sabe o que diz. Por essa ordem de ideias também o estado previdência cubano é uma democracia do caraças. Não é por aí que vai lá. É preciso separar o que foi um regime mortal de Pinochet do que foram algumas reformas económicas implantadas nessa altura e que foram continuadas depois do país voltar a um estado democrático.
Informe-se mais sobre a escola austríaca. (deixa lá a escola de chicago, já que não gosta). Leia Adam Smith, Von Mises, Rothbard, Hayek...
E olhe aqui o insuspeito Krugman sobre o Pinochet:"the economic reforms he launched in Chile proved highly successful and were preserved intact when Chile finally returned to democracy in 1989..."

Paulo Pinto disse...

Citando-me a mim mesmo:
" Se não houver, então cria-se aqui um espaço para um partido novo..."
Alguém já se adiantou:

http://www.facebook.com/pages/Partido-Libert%C3%A1rio-Portugu%C3%AAs/253754391361682