E como o prometido é devido cá estou de volta para vos trazer o relato do almoço de Natal dos Vereadores do Centro de Emprego Municipal. Este almoço ficou marcado pelo protesto dos Vereadores da Oposição, que com uns galhos na cabeça tentavam imitar as renas do Pai Natal, que reclamavam de não terem sido convidados para irem almoçar com os Vereadores Executivos ( mas pouco ). O protesto chegou a um tal ponto, que aproveitando os chocalhos que traziam ao pescoço, as renas, perdão os Vereadores, fizeram um barulho tal, que se chegou a pensar que ali à beira do Plácido ia ser o novo Matadouro Municipal. O Barbinhas, chegou a um ponto que se virou para os ditos cujos e lhes disse:
- Oh Rodolfo, não te deixam tirar o trenó?
O Matreiro ( que o Barbinhas tinha confundido com o Rodolfo, a mais conhecida das renas do Pai Natal ), ficou fulo. De tão vermelho que estava parecia, com aqueles galhos na cabeça, um verdadeiro Diabo Vermelho ( sim, aqueles que levaram na pá em Lisboa ). E berrou:
- O Senhor tenha cuidado, que eu não me chamo Rodolfo, o que o Senhor está a fazer é uma descriminação!
O Barbinhas, que estava cheio de fome, despachou-o nos seguintes termos:
- Se não estiver bem, ponha-se melhor!
No jantar estava quase toda a gente. O nº 2, para não variar estava ausente e o Filho, ainda não tinha chegado a horra de arriar do Trabalho. Como a malta não queria bacalhau, avançou-se para o Arroz de Pato, o que nem sempre é muito digestivo. Depois de comerem chegaram à altura dos discursos. O Barbinhas teve uma certa dificuldade em se levantar, com o Emplastro pendurado nos ombros dele, mas lá chamou o Peso Pesado que o aliviou. Disse que o tempo não estava fácil para os Centros de Empregos Municipais. Que se tinha que investir com critério. E que por isso, este ano bacalhau, só mesmo o que tinha dao à entrada ao cumprimentar todos os funcionários ( pensava que ainda estava em campanha ). A malta não gostou muito da conversa, e o Midinho correu ao Barbinhas, para lhe dizer que já que tinham voltado atrás com a ponte em Lamas, também podiam sempre dar um bacalhauzito à malta. O Barbinhas pensou e anunciou:
- Afinal sempre há bacalhau. Não vai haver é mais prendas que o Filho não está cá para assinar os cheques!
E como não havia alternativa, a malta lá se calou e comeu o belo do bolo-rei a ver se de lá vinha algum brinde, que o subsídio de Natal esse já foi gasto no Salviano.
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