14 dezembro, 2006

Kouzas de Natal II

Segundo episódio. (Se não leu o primeiro episodio, não faz mal, mas pode sempre ler aqui.)

Dia 24 de Dezembro, na nossa bilha.
Zé Henriques ex. Carpinteiro, agora presidente da Cambra, chega a casa apressado e com ar preocupado. Tinha acabado de sair da centésima renegociação com a indignáqua.
- Maria Comuna, estás pronta? Vamos, o Doutor Parteiro já deve estar à nossa espera.
- Calma Zé, vamos lá. Olha como estamos perto, podemos ir no nosso burro, sempre poupamos uns cobres na gasolina.
Lá partiram da casa de lavoura dos dois, e sede partidária da Maria Comuna.

Kouzas e Louzas

Num instante os 3 chegaram ao hospital onde na entrada já estava o Doutor Parteiro, matreiro prós amigos.
-Vamos para dentro senhora? Está a sala pronta.
Maria, como sempre, desconfiada pergunta ao senhor Doutor Parteiro:
- Senhor Doutor, teremos que pagar alguma coisa?
-Sim senhora…. Com o Sócrates Pinóquio no poder, tudo se paga. Tem a taxa moderadora, e já agora mais uns euros para os dias que aqui vai permanecer.
-Então, nada feito. – Com ar decidido e firme, exige que chamem uma ambulância para ir ter o menino a um outro hospital.
-Maria, minha querida, vamos lá a despachar isto, pois tenho que ir para a Cambra fazer mais uns metros dos 600 km de saneamento.
-Cala-te lá ó Zé! Para a próxima não prometas tantos metros para transportar o excremento do pobão.
Chega de novo o Doutor Parteiro e diz a Maria Comuna que não há ambulâncias disponíveis. Uma ambulância-grua estaria ocupada com enfeites de Natal. Uma outra estaria a recolher todos os bombeiros pedintes das rotundas e semáforos da bilha.
-Bem, vamos então para qualquer lado. Aqui o meu menino não nasce!
Maria subiu para o dorso do burro e novamente os 3 puseram-se a caminho.
Tentaram alojar-se nos hotéis da cidade, mas estavam esgotados…devido a um imaginarius da época. Ao passarem em frente aos portões do Europarque, Maria sentiu qua a hora finalmente chegara.
-Zé temos que entrar mesmo ai. Não temos mais tempo, o nosso menino vai nascer!
Apressadamente procuraram um local abrigado.
Encontraram uma vaca no pastoreio, e para surpresa de todos, o Burro parou. Nada o fazia mover.
-Que se passa burro? Não podemos perder tempo – Diz angustiada a Maria.
-Calma Maria! -Diz o Zé Henriques - O Burro está assustado com a vaca! Ò burro não tenhas receio! Mesmo que dês algum Peidinho, esta vaca não vai escrever nenhum livro sobre o caso.

Agora, vamos à parte mais importante de toda a história. O nascimento do menino:
Prontos, o menino acabou de nascer!
Entretanto a vaca e o burro ficaram amigos, e fizeram de aquecedor ao menino.

Passemos à foto de família:
-Ó Maria, onde se meteu o puto? Então agora que o fotografo chegou!
-Calma Zé. Temos que ter paciência com o menino. Ó puto, demoras muito ou queres que te parta já o focinho???..

Kouzas e Louzas

E o menino voltou…e o mundo encheu-se de novo de esperança!
Brevemente, ou seja em breve, talvez o último episódio.

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