(Este mini conto de Natal, foi baseado em acontecimentos reais, que tiveram ocorrência na passada terça-feira numa das freguesias do concelho de Santa Maria da Feira, exactamente em Fornos city. Todos os nomes incluídos neste mini conto de Natal são fictícios.)
É noite, e por um descuido, a casa do Ti Manel, começa a arder. O mesmo, desesperado e sem saber o que fazer, pega no telefone e sendo ele sócio (com as cotas todas em dia) dos Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, e liga para os ditos Bombeiros pedindo-lhes ajuda.
- Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, boa noite, fala a Marta! Em que lhe posso ser útil? – diz a voz doce e meiga.
- Olhe, desculpe incomodar, mas a minha casa está a arder, e era para ver se podiam trazer cá uns balditos de água para apagar o fogo. – diz em tom desesperado o Ti Manel.
- E o senhor onde vive exactamente? – pergunta a Marta.
- Aqui em casa. Na freguesia que faz fronteira com os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua. – responde.
- Desculpe, podia-me dizer o seu nome? – pergunta novamente a voz doce e meiga do outro lado.
- Ti Manel. – responde.
- O que tem uma quinta? – a voz doce é cada vez mais doce.
- Num é bem esse. Sou outro. Mas olhe, o fogo não para, e daqui a nada fico sem casa, pode mandar alguém cá a casa? – diz a voz cada vez mais desesperada, vendo a sua casa a desaparecer entre as chamas.
- Mas o Ti Manel é sócio cá dos Bombeiros? – a voz é realmente doce.
- Sou sim. E tenho as cotas todas em dia, se quer saber. – a voz é cada vez mais desesperada.
- Pois, estava a ver aqui no computador, e realmente paga sempre as cotas e a horas. Sim senhor! Mas olhe, não posso mandar ninguém, tem de ligar para os outros Bombeiros, os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua-os-outros. Esses é que têm de ir a casa do senhor apagar o fogo. – quase que se consegue sentir o sabor desta voz, tão doce que é.
- Mas eu não sou sócio desses. Acha que eles vêm? – desespero.
- Vão! Esses é que têm de ir. E desculpe, mas tenho de desligar, que tenho outra chamada em linha. Boa noite, e obrigado pela preferência. – doçura e simpatia, excelente atendimento.
- Mas… eu tenho a casa a arder! – desespero e fúria.
pi pi pi pi pi pi …
(Rais-parta estes gajos, para além das cotas, ainda lhes dou dinheiro quando me vêem pedir aqui á porta! Mas isto serviu-me de lição.) Pensa o Ti Manel, enquanto pega no telefone e liga para os outros.
O Ti Manel, lá ligou para os outros Bombeiros, e prontamente eles vieram socorre-lo. Infelizmente, a sua casa já tinha sido totalmente consumida pelo fogo. Pelo menos ficou o telefone, e a sua vida! Moral da história: não dê dinheiro aqueles que se dizem seus amigos e protectores, e que quando precisamos realmente deles, eles passam a batata quente (neste caso, a casa a arder) aos outros!
É noite, e por um descuido, a casa do Ti Manel, começa a arder. O mesmo, desesperado e sem saber o que fazer, pega no telefone e sendo ele sócio (com as cotas todas em dia) dos Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, e liga para os ditos Bombeiros pedindo-lhes ajuda.
- Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, boa noite, fala a Marta! Em que lhe posso ser útil? – diz a voz doce e meiga.
- Olhe, desculpe incomodar, mas a minha casa está a arder, e era para ver se podiam trazer cá uns balditos de água para apagar o fogo. – diz em tom desesperado o Ti Manel.
- E o senhor onde vive exactamente? – pergunta a Marta.
- Aqui em casa. Na freguesia que faz fronteira com os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua. – responde.
- Desculpe, podia-me dizer o seu nome? – pergunta novamente a voz doce e meiga do outro lado.
- Ti Manel. – responde.
- O que tem uma quinta? – a voz doce é cada vez mais doce.
- Num é bem esse. Sou outro. Mas olhe, o fogo não para, e daqui a nada fico sem casa, pode mandar alguém cá a casa? – diz a voz cada vez mais desesperada, vendo a sua casa a desaparecer entre as chamas.
- Mas o Ti Manel é sócio cá dos Bombeiros? – a voz é realmente doce.
- Sou sim. E tenho as cotas todas em dia, se quer saber. – a voz é cada vez mais desesperada.
- Pois, estava a ver aqui no computador, e realmente paga sempre as cotas e a horas. Sim senhor! Mas olhe, não posso mandar ninguém, tem de ligar para os outros Bombeiros, os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua-os-outros. Esses é que têm de ir a casa do senhor apagar o fogo. – quase que se consegue sentir o sabor desta voz, tão doce que é.
- Mas eu não sou sócio desses. Acha que eles vêm? – desespero.
- Vão! Esses é que têm de ir. E desculpe, mas tenho de desligar, que tenho outra chamada em linha. Boa noite, e obrigado pela preferência. – doçura e simpatia, excelente atendimento.
- Mas… eu tenho a casa a arder! – desespero e fúria.
pi pi pi pi pi pi …
(Rais-parta estes gajos, para além das cotas, ainda lhes dou dinheiro quando me vêem pedir aqui á porta! Mas isto serviu-me de lição.) Pensa o Ti Manel, enquanto pega no telefone e liga para os outros.
O Ti Manel, lá ligou para os outros Bombeiros, e prontamente eles vieram socorre-lo. Infelizmente, a sua casa já tinha sido totalmente consumida pelo fogo. Pelo menos ficou o telefone, e a sua vida! Moral da história: não dê dinheiro aqueles que se dizem seus amigos e protectores, e que quando precisamos realmente deles, eles passam a batata quente (neste caso, a casa a arder) aos outros!
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