15 dezembro, 2006

Mini conto de Natal - Ti Manel e a sua casa ardida!

(Este mini conto de Natal, foi baseado em acontecimentos reais, que tiveram ocorrência na passada terça-feira numa das freguesias do concelho de Santa Maria da Feira, exactamente em Fornos city. Todos os nomes incluídos neste mini conto de Natal são fictícios.)

É noite, e por um descuido, a casa do Ti Manel, começa a arder. O mesmo, desesperado e sem saber o que fazer, pega no telefone e sendo ele sócio (com as cotas todas em dia) dos Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, e liga para os ditos Bombeiros pedindo-lhes ajuda.

- Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua, boa noite, fala a Marta! Em que lhe posso ser útil? – diz a voz doce e meiga.

- Olhe, desculpe incomodar, mas a minha casa está a arder, e era para ver se podiam trazer cá uns balditos de água para apagar o fogo. – diz em tom desesperado o Ti Manel.

- E o senhor onde vive exactamente? – pergunta a Marta.

- Aqui em casa. Na freguesia que faz fronteira com os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua. – responde.

- Desculpe, podia-me dizer o seu nome? – pergunta novamente a voz doce e meiga do outro lado.

- Ti Manel. – responde.

- O que tem uma quinta? – a voz doce é cada vez mais doce.

- Num é bem esse. Sou outro. Mas olhe, o fogo não para, e daqui a nada fico sem casa, pode mandar alguém cá a casa? – diz a voz cada vez mais desesperada, vendo a sua casa a desaparecer entre as chamas.

- Mas o Ti Manel é sócio cá dos Bombeiros? – a voz é realmente doce.

- Sou sim. E tenho as cotas todas em dia, se quer saber. – a voz é cada vez mais desesperada.

- Pois, estava a ver aqui no computador, e realmente paga sempre as cotas e a horas. Sim senhor! Mas olhe, não posso mandar ninguém, tem de ligar para os outros Bombeiros, os Bombeiros Da-freguesia-que-faz-fronteira-com-a-sua-os-outros. Esses é que têm de ir a casa do senhor apagar o fogo. – quase que se consegue sentir o sabor desta voz, tão doce que é.

- Mas eu não sou sócio desses. Acha que eles vêm? – desespero.

- Vão! Esses é que têm de ir. E desculpe, mas tenho de desligar, que tenho outra chamada em linha. Boa noite, e obrigado pela preferência. – doçura e simpatia, excelente atendimento.

- Mas… eu tenho a casa a arder! – desespero e fúria.

pi pi pi pi pi pi …

(Rais-parta estes gajos, para além das cotas, ainda lhes dou dinheiro quando me vêem pedir aqui á porta! Mas isto serviu-me de lição.) Pensa o Ti Manel, enquanto pega no telefone e liga para os outros.

O Ti Manel, lá ligou para os outros Bombeiros, e prontamente eles vieram socorre-lo. Infelizmente, a sua casa já tinha sido totalmente consumida pelo fogo. Pelo menos ficou o telefone, e a sua vida! Moral da história: não dê dinheiro aqueles que se dizem seus amigos e protectores, e que quando precisamos realmente deles, eles passam a batata quente (neste caso, a casa a arder) aos outros!

Sem comentários: