ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Portugal preparado, diz secretário de Estado
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, diz que Portugal está preparado para as alterações climáticas que estão a acontecer. O coordenador do projecto que traçou o impacto das alterações climáticas em Portugal, Filipe Duarte Santos, diz que falta uma estratégia global.
( 11:14 / 29 de Janeiro 07 )
O secretário de Estado do Ambiente considera que Portugal está pronto para enfrentar situações de Outonos muito chuvosos e de Verões muito secos, situações que os cientistas dizem que se vão tornar mais frequentes.
Em declarações à TSF, Humberto Rosa lembrou que Portugal passou a pior seca do século no Verão de 2005 e que, mesmo assim, não chegou a verificar falta de água em casa de nenhum português.
«Estamos adaptados hoje em dia, mais que há dez anos, com os sistemas de abastecimento urbanos de água que entretanto montámos a fazer face à seca. Este é um exemplo concreto de adaptação», explicou o governante.
Para Humberto Rosa, as medidas que foram adoptadas para a prevenção dos fogos, controlo da erosão costeira, mediação de secas e de cheias, combate a ondas de calor e controlo de novos surtos de doenças são outros exemplo de medidas de adaptação.
«Sem dúvida que são medidas suficientes. Pode é pôr-se a questão se precisaremos de mais no futuro. É natural que sim. Temos de reforçar as políticas de ambiente», concluiu.
Contudo, o coordenador do projecto que traçou o impacto das alterações climáticas em Portugal entende que falta uma estratégia global para a questão, o que não quer dizer que não haja preocupações de adaptação nos diversos sectores.
«Penso que é necessário fazer uma abordagem integrada e ver quais são as sinergias que existem entre os vários sectores e ter uma estratégia para a adaptação às alterações climáticas», defendeu Filipe Duarte Santos.
Este especialista entende que esta estratégia deveria incluir o problema das florestas, uma questão que Filipe Duarte Santos entende ainda não estar resolvida e que se poderá agravar «com um maior risco meteorológico de incêndio no futuro».
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Sobre este assunto, ouviram na Segunda-Feira um especialista a falar na TSF que, a falta de água vai originar que o montado de sobro deixe o sul do país, para regiões mais a norte.
E pegando nas palavras desse especialista, temos a nossa Xunta com capacidade de visão, antecipando-se ao privilegiar no Parque do Monte do Coteiro a plantação de sobreiros.
O mesmo não poderemos dizer dos nossos empresários corticeiros quando nos seus planos de investimento têm privilegiado a zona sul do país.
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