No passado mês de Janeiro, uma senhora octogenária com graves problemas de locomoção e não aguentando as dores foi numa ambulância aos serviços de urgência do Hospital Santo António. Estava previamente combinado com a sua médica ortopedista que a trata já faz vários anos.
Após alguns exames e radiografias a médica diz-lhe que uma prótese na anca está deslocada. (A senhora tem duas próteses na anca, uma por cada perna). Segundo a médica o importante de imediato era aliviar as dores e dentro de dois meses decide-se se farão ou não uma cirurgia. Pois devido à idade avançada e outros problemas que a senhora tem, esta pode não aguentar uma operação tão agressiva.
Receita uma caixa de injecções com 6 unidades que tem que ser administradas em dias alternados. Receita também uma outra caixa com uma única injecção para ser aplicada no final do tratamento.
Uma senhora amiga da octogenária vai ao posto médico de Mozelos para pedir que as enfermeiras façam o domicílio a fim de se fazer o tratamento. O médico de família da senhora, Dr. Serrano, encontrava-se doente. O Dr. Jorge Ferreira prontamente passa a “Guia de Tratamento” (penso que é esse o nome) para as ditas enfermeiras poderem dar início ao tratamento domiciliário.
A enfermeira Fátima vai na 5ª feira dar a primeira injecção e avisa a senhora para que procure quem lhe possa dar a injecção no Sábado, pois como tem de ser em dias alternados, não pode estar até segunda sem fazer o tratamento.
No sábado a senhora na companhia do filho dirige-se a uma clínica dos carvalhos para aplicar a dita injecção.
Segunda-feira, vem do posto médico uma “suposta” enfermeira, de seu nome Rosalina para continuar o tratamento. Apesar de a senhora idosa notar logo que a dita cuja padecia de algum problema mal resolvido fez o tratamento na 2ª, 4ª e sexta-feira. Neste último dia e como deveria levar a última injecção das 6 no Domingo e perguntou:
“ No domingo levo apenas esta última injecção ou também levo a injecção final do tratamento?”
“Se você for no Domingo a algum sítio para lhe darem essa injecção, depois arranje quem lhe dê a última”
Perante esta resposta áspera, mal-educada e intimidatória a tal senhora disse que então não ia a lado nenhum e para ela se deslocar ao seu domicílio na segunda-feira.
Na segunda-feira ninguém aparece!
Na terça-feira, após as 10 horas da manhã e ninguém ter vindo, liga para o Posto Médico e fala com a dita cuja, que pelos visto é enfermeira!
“Então?! Estou à espera desde ontem que alguém me venha dar a injecção!”
“ A senhora disse que ia tomar no domingo a algum lado”
“Não disse! Fiz uma pergunta e ouvindo a sua resposta disse para vir na segunda-feira pois não iria a nenhum lado”
“ Disse!!! E se não foi, quem a levou no outro sábado aos Carvalhos que faça isso novamente. Desculpe, tenho que desligar”….e desliga abruptamente o telefone. De facto, educação é coisa desconhecida para alguns!
Após este episódio, a senhora telefona ao filho e conta-lhe o sucedido. O filho sai do emprego às 11.30 e dirige-se ao Posto Médico a fim de falar com a enfermeira.
Após pedir licença, porque para alguns a educação é natural, pergunta:
“Gostava de saber porque se recusa a ir a casa da minha mãe dar uma injecção?”
“Diga-me qual o nome da sua mãe?” (provavelmente haverá muitas outras mães que estão com o mesmo problema)
“ Ela disse que ia no domingo a uma clínica” Disse ela.
“Não, não disse! Mas até que dissesse, depois disso já ligou para aqui a dizer que tem que levar as restantes injecções”
“Olhe, podia tê-la trazido que eu dava-lhe aqui”
“Mas eu vim agora directo do emprego para lhe falar, devido ao telefonema dela”
“Pode trazê-la aqui de tarde que eu dou-lhe a injecção!”
“Mas ainda não entendeu que eu estou a trabalhar à tarde?!”
“Então quem a levou no Sábado à tal clínica que a leve novamente!”
“Também, ainda não percebeu que eu a levei Sábado, porque eu não trabalho ao Sábado?”
“Não tenho nada com isso… se a trouxer aqui eu dou!”
Perante um rasgo de inteligência do filho, o mesmo percebeu que falar para uma parede não dá resultado nenhum e disse-lhe que iria então embora sem que antes preenchesse uma reclamação no livro Amarelo.
A reclamação foi feita (esta terça-feira). Provavelmente, em nada alterará as coisas! Porque infelizmente vivemos num País em que quase nada muda a favor do pobre ou do idoso.
Por isso, este post apenas é uma descarga de consciência e um alerta para quem necessite de cuidados de enfermagem em Mozelos. Nada contra as enfermeira, antes pelo contrário. Agora, tenham cuidado com esta suposta enfermeira de seu nome Rosalina.
Digo suposta, pois de certeza que é enfermeira, mas honestamente pensei que para o ser não bastava saber dar umas injecções!
Após alguns exames e radiografias a médica diz-lhe que uma prótese na anca está deslocada. (A senhora tem duas próteses na anca, uma por cada perna). Segundo a médica o importante de imediato era aliviar as dores e dentro de dois meses decide-se se farão ou não uma cirurgia. Pois devido à idade avançada e outros problemas que a senhora tem, esta pode não aguentar uma operação tão agressiva.
Receita uma caixa de injecções com 6 unidades que tem que ser administradas em dias alternados. Receita também uma outra caixa com uma única injecção para ser aplicada no final do tratamento.
Uma senhora amiga da octogenária vai ao posto médico de Mozelos para pedir que as enfermeiras façam o domicílio a fim de se fazer o tratamento. O médico de família da senhora, Dr. Serrano, encontrava-se doente. O Dr. Jorge Ferreira prontamente passa a “Guia de Tratamento” (penso que é esse o nome) para as ditas enfermeiras poderem dar início ao tratamento domiciliário.
A enfermeira Fátima vai na 5ª feira dar a primeira injecção e avisa a senhora para que procure quem lhe possa dar a injecção no Sábado, pois como tem de ser em dias alternados, não pode estar até segunda sem fazer o tratamento.
No sábado a senhora na companhia do filho dirige-se a uma clínica dos carvalhos para aplicar a dita injecção.
Segunda-feira, vem do posto médico uma “suposta” enfermeira, de seu nome Rosalina para continuar o tratamento. Apesar de a senhora idosa notar logo que a dita cuja padecia de algum problema mal resolvido fez o tratamento na 2ª, 4ª e sexta-feira. Neste último dia e como deveria levar a última injecção das 6 no Domingo e perguntou:
“ No domingo levo apenas esta última injecção ou também levo a injecção final do tratamento?”
“Se você for no Domingo a algum sítio para lhe darem essa injecção, depois arranje quem lhe dê a última”
Perante esta resposta áspera, mal-educada e intimidatória a tal senhora disse que então não ia a lado nenhum e para ela se deslocar ao seu domicílio na segunda-feira.
Na segunda-feira ninguém aparece!
Na terça-feira, após as 10 horas da manhã e ninguém ter vindo, liga para o Posto Médico e fala com a dita cuja, que pelos visto é enfermeira!
“Então?! Estou à espera desde ontem que alguém me venha dar a injecção!”
“ A senhora disse que ia tomar no domingo a algum lado”
“Não disse! Fiz uma pergunta e ouvindo a sua resposta disse para vir na segunda-feira pois não iria a nenhum lado”
“ Disse!!! E se não foi, quem a levou no outro sábado aos Carvalhos que faça isso novamente. Desculpe, tenho que desligar”….e desliga abruptamente o telefone. De facto, educação é coisa desconhecida para alguns!
Após este episódio, a senhora telefona ao filho e conta-lhe o sucedido. O filho sai do emprego às 11.30 e dirige-se ao Posto Médico a fim de falar com a enfermeira.
Após pedir licença, porque para alguns a educação é natural, pergunta:
“Gostava de saber porque se recusa a ir a casa da minha mãe dar uma injecção?”
“Diga-me qual o nome da sua mãe?” (provavelmente haverá muitas outras mães que estão com o mesmo problema)
“ Ela disse que ia no domingo a uma clínica” Disse ela.
“Não, não disse! Mas até que dissesse, depois disso já ligou para aqui a dizer que tem que levar as restantes injecções”
“Olhe, podia tê-la trazido que eu dava-lhe aqui”
“Mas eu vim agora directo do emprego para lhe falar, devido ao telefonema dela”
“Pode trazê-la aqui de tarde que eu dou-lhe a injecção!”
“Mas ainda não entendeu que eu estou a trabalhar à tarde?!”
“Então quem a levou no Sábado à tal clínica que a leve novamente!”
“Também, ainda não percebeu que eu a levei Sábado, porque eu não trabalho ao Sábado?”
“Não tenho nada com isso… se a trouxer aqui eu dou!”
Perante um rasgo de inteligência do filho, o mesmo percebeu que falar para uma parede não dá resultado nenhum e disse-lhe que iria então embora sem que antes preenchesse uma reclamação no livro Amarelo.
A reclamação foi feita (esta terça-feira). Provavelmente, em nada alterará as coisas! Porque infelizmente vivemos num País em que quase nada muda a favor do pobre ou do idoso.
Por isso, este post apenas é uma descarga de consciência e um alerta para quem necessite de cuidados de enfermagem em Mozelos. Nada contra as enfermeira, antes pelo contrário. Agora, tenham cuidado com esta suposta enfermeira de seu nome Rosalina.
Digo suposta, pois de certeza que é enfermeira, mas honestamente pensei que para o ser não bastava saber dar umas injecções!
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