Foi notícia no fim-de-semana passado, que o sector calçado português não só não estava em crise, como estava a aumentar o volume de exportações de forma significativa. Foi o próprio presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado (APICCAPS), Fortunato Frederico, segundo relatos da imprensa, que se mostrou muito satisfeito pelo facto de o sector do calçado estar a escapar à crise que tem assolado o país, afirmando “vai ser um ano muito bom para a indústria portuguesa”.
Estas afirmações, tanto do presidente da APICCAPS, como de vários empresários do sector, não são novidade para o Bloco de Esquerda. Apesar da produção ainda não estar no patamar existente antes do fecho de fábricas de grandes multinacionais, tem-se assistido a um crescendo de produtividade e de exportações no sector do calçado.
Contudo, o Bloco de Esquerda realça que, apesar de ser unânime que o sector está em alta, os salários pagos pelas empresas aos trabalhadores roçam o salário mínimo.
O BE lamenta a desfaçatez destes empresários, que já nem conseguem esconder os lucros abismais que têm, mas quando se trata de aumentar os salários a quem realmente produz, que são os trabalhadores, dizem que afinal não pode ser.
Esta situação vivida no sector do calçado com salários miseráveis, é demonstrativa das políticas implementadas pelos sucessivos governos, que apenas somaram mais miséria á miséria para os trabalhadores e mais riqueza para quem já tudo tem. Esta é a política que agudiza as desigualdades do país.
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