19 maio, 2011

A "aventura irresponsável" de Sócrates

image Já sabemos que não se deve levar as palavras de José Sócrates a sério. Tudo o que diz é encenado e destina-se a enganar as pessoas. Por estes dias, são várias as palavras que dirige à oposição, especialmente ao PSD. Ora acusa Passos Coelho de "insultar os portugueses", ora acena com o "radicalismo político" ou "extremismo ideológico" do PSD. Em José Sócrates deve-se questionar a autenticidade de tudo o que faz em público. Como por exemplo, quando, num acto retirado dos manuais do marketing político, soltou umas lágrimas numa sessão de propaganda das Novas Oportunidades. Mas isto apenas tem um problema: a emoção na política só convence quando o seu protagonista é minimamente credível. O que não é o caso deste actor desacreditado. 

Uma das acusações que mais se tem ouvido de José Sócrates e dos seus apaniguados é precisamente o radicalismo do programa do PSD, por pretender privatizar empresas com as Águas de Portugal. O líder do PS classificou-a mesmo uma "aventura irresponsável" no passado fim de semana. Hoje o Publico revela que em 2001, quando José Sócrates era Ministro do Ambiente e Mário Lino presidente da Águas de Portugal, essa opção chegou mesmo a estar em cima da mesa. E só não terá ido para a frente... porque outros problemas surgiram, mas não por falta de vontade do então jovem delfim de António Guterres. 

Este episódio é uma repetição do que aconteceu com a Taxa Social Única. Primeiro o PS berrou contra a proposta do PSD. Depois soube-se que o PS também se tinha comprometido com essa descida no acordo que assinou com a troika. Hoje o PS é um partido sem ideias e sem um projecto político. Limita-se a utilizar uma retórica violenta e desligada da realidade contra os seus opositores. Muito pouco para um partido que está no poder há tantos anos. 

por Nuno Gouveia (31 da armada)

5 comentários:

Anónimo disse...

O Senhor tem um fetiche pelo Sr. Sócrates, não tem?

Shrek disse...

Não! é mesmo vergonha de o ter como primeiro ministro!
cumprimentos

Anónimo disse...

Quem dava um bom primeiro ministro era o shrek. És mesmo laranja pintado.

Anónimo disse...

Vergonha é um sentimento nobre, é uma virtude, para quem publica para o público! Nunca, em qualquer que seja a ocasião, perca a vergonha! Cultive o pudor! Há quem afirme teoricamente que a coerência ou incoerência da nossa existência está na praticidade que damos às coisas, aos sentimentos! Bem haja!

Anónimo disse...

Acha, Caro Shrek, que a linguagem usada por PPC é assim tão civilizada? Um tipo que diz que, mesmo que o povo eleja o PS, não dialoga, se recusa a fazer governo com o PS, para além dos mimos que vai deixando no éter, é um tipo moderado? Não lhe caiu no goto o cavalheiro. Para já habitue-se ... Depois de 5 de Junho, quem saberá, vão outros habituar-se a algo diferente.

José Pinto da Silva