Regressei à nossa terrinha, vindo dos orientes, e descobri que a minha mui nobre Vila natal de Paços de Blandom, estava cercada de “papões” que se preparavam a anexar e “fu(n)dir”. Dizem que nós não temos condições para constituir uma unidade territorial denominada freguesia. Querem-nos comparar com uma aldeia, que por não ter território e população, naturalmente não teria infra-estruturas, equipamentos sociais… nada.
Não percebo o critério… francamente!!!!. Concordo que é necessário fazer uma reforma administrativa… que não é sequer pensada desde Mouzinho da Silveira (finais do sec. XIX), mas não pode ser a régua e esquadro, sem outro elemento diferenciador!!!!!.
Já sei que é falar para o meu umbigo, mas pergunto se a nível de equipamentos sociais (escolas, pavilhões, auditórios, centro social), vias rodoviárias, movimentos culturais, associações cívicas, instituições de ensino superior, etc., existe alguma freguesia… - MESMO A PRÓPRIA COVA!!!-, que neste concelho esteja tão “apetrechada”?
Sinceramente, acho que não, daí a minha revolta, pela anexação forçada que nos querem obrigar a fazer. Quanto muito deveria ser Paços de Blandom que deveria anexar outras freguesias. Anexações, fusões sim, mas não a qualquer preço ou de um critério cego de área, população e distância à sede do concelho.
Daqui levanto a minha voz, pela “parição” – do verbo parir - de um novo concelho, com sede na minha mui nobre e leal “Paços de Blandom”, agregando outras vilas e freguesias que nos queiram acompanhar.
Por hoje já chega, mas não quero partir ( agora do verbo partir e não de parir), sem anunciar que em breve pretendo “parir” convosco, um jogo de pergunta e resposta sobre a construção do CCTAR, ou Caixote das S’Artes, como será conhecido no futuro, ou como alguns pretendem chamar CAIXOTE OU CUBO MÁGICO.
À Riverdecci
Viriato
7 comentários:
Com mentalidades destas (a minha terra é que é a maior, as outras não prestam)não é possivel fazer qualquer reforma. Só mesmo imposta.
Também discordo da reforma, não porque considere a minha terra a melhor, mas porque acho que não se iliminando um número significativo de concelho não se faz reforma nenhuma. Por exemplo, não faz sentido que S. João da Madeira se mantenha tal como esta. Ou desapareça ou leva, pelo menos mais 1/2 dúzia de freguesias. Entre muitos outros casos.
Esta anunciada reforma administrativa pretende apenas desviar as atenções. Enquanto uns vão discutir o sexo doa anjos (esta reforma não ponta por onde se lhe pegue!), alguns poucos manterão a sua caminhada para desbaratar tudo e viver à grande e à francesa.
A Reforma é necessária. Basta recordar que ela é do seculo XIX, a cargo de Mouzinho da Silveira! Entretanto o país mudou completamente e ela não se ajusta á realidade actual. Porém, fazer uma a «régua e esquadro» é o pior que pode ser feito. Será dividir para reinar e poupar uns cobres no erário público!O fundamental é a regionalização. Só assim é que Lisboa deixa de ter a supremacia sobre o resto do país. O resto são tratas...
Ó Viriato,
Mais valia estares calado... para defenderes Paços de Brandão, não tens de criar um novo concelho, até porque concordarás, é uma subida de divisão fulgurante, de Vila para cidade Concelho...
Andas a ver muitos filmes, como alguns de S. João da Madeira.
Para quando acabar com os concelhos com menos de 6 freguesias, como S. João da Madeira e Espinho...
Que falta faziam se desaparecessem do mapa, pergunto eu....
Ao anonimo 11/08/2011 9:11 AM
O seu comentario chega a ser caricato
Atendendo a qualidade historica da gestao no vosso concelho nao me admirava nada que a zona norte do concelho mais industrial e povoada mandasse dar uma volta a zona sul mais pichote e mais dada a lateirismos. Feira... cidade tambem é para rir quando tiverem mais que 10 mil eleitores falamos
Aqui em SJM andamos a ver as peliculas de SMF nao sei se estamos na produçao de alguma... mas com o tempo, a crise a apertar... quem sabe.
Voce deve ser daqueles que nunca percebeu a razao da criaçao dos outros concelhos que ja pertenceram a terras de Santa Maria. Quando os Fiaes/Lourosa vos mandar la para aquele sitio talvez voce perceba
Va nao fique assim eu sei que custa ver SJM no mapa mas é a vida...
Resposta ao Sanjoanense Carlos Sousa,
Meu caro, é com satisfação que li o seu comentário, cuja argumentação também concordo, designdamente com cidades com menos de 20.000 habitantes, mas isso é próprio do nosso "novo riquismo", e da ânsia de se fazer capitais, é a capital do trabalho (neste caso são duas, pelo menos que saiba), é a capital da cortiça, é a capital do móvel, e por aí ....
É de um provincianismo atroz. Nunca ouvi falar de Barcelona (2ª Cidade de Espanha) e o centro da Catalunha, se denomine por capital do que seja...., ou Manchester, ou Lille, ou Frankfurt, ou S. Petersburg, e por aí fora.
Aqui, alguns... muitos... ficam contentes por se poderem AUTO-denominar de "CAPITALISTAS", não confundir com "capitolistas".
Agora, face à necessidade de reorganizar administrativamente o nosso território, tornando-o exequivel, com desenvolvimento harmonioso, e a necessidade de se baixar os "custos de manutenção" de toda a estrutura autárquica e administrativa, pergunto eu ao Sr. Carlos...
O principio é agregar ou dividir???
Bem sei da diferença de desenvolvimento entre SJM e SMF, ou mesmo cidade de Espinho e cidade da Feira, mas será que isso é melhor ???
Será correcto, na hora de dividir as migalhas, uma cidade concelho, receber per capita, mais do que Santa Maria da Feira???, ou Vila Nova de Gaia, ou Espinho, etc.
Será que o desenvolvimento do país e das regiões passa pela divisão de concelhos ????
Que me lembre, na última reforma administrativa (sec. XIX), passou essencialmente pela extinção de concelhos e freguesias e agregação de outros.
Alguém se lembra do concelho de Fermedo???, alguém se lembra que Romariz, Escariz e outras já pertenceram a esse concelho entretanto extinto????
Pergunto-lhe, qual a sua opinião???
Se acha que está tudo bem??? ou a haver necessidade de mudar, se deve dividir, ainda mais, ou se pelo contrário se deve agregar???, extinguindo aquilo que nunca deveria ter sido criado????
Eu, como já escrevi inclini-me pela última!!!
ao caro anonimo 11/09/2011 9:27
Vivemos num pais de medalhinhas, do 8 e do 80, de trafulhices escancaradas todos os dias na comunicaçao social mas no fim nada acontece... veja-se os casos com do godinho as escutas que implicavam o primeiro ministro.
Agregar concelhos? sobre o ponto de vista teorico o concelho deveria ser a nut, reduzir as cento e tal freguesias a umas 30, agregando primeiro em torno dos principais polos urbanos, as restantes por optimizaçao de serviços... mas isto na teoria a realidade será bem diferente.
Onde seria a sede do novo concelho que vai conter 8 ou 9 cidades. Que cidades vão abdicar do seu pequeno terreiro para esborrar. Uns vão se agarrar ao passado outros por serem um pouquito maiores. Mas no fundo é tudo pequeno e pobre a varios niveis.
O problema nao esta no territorio esta nos artistas do poleiro. Atendendo ao historico aqui na região quanto mais pequeno o concelho menor a capacidade para fazer asneiras. Nao estou a dizer que SJM seja um exemplo a ser seguido, mas ja nao era tempo de todos terem pelo menos o basico ou seja saneamento e agua antes de se porem em grandes aventuras arquitetonicas.
Enviar um comentário