14 novembro, 2006

Da contenção na bilha

Em tempos de crise, quando se pede aos fornecedores para fazerem um desconto de 30% para receberem um crédito que lhe é devido há dois ou três anos, a nossa bilha oferece o jantar de Natal a 800 ou 900 pessoas ( os funcionários da cambra), aliás, pomposamente anunciado no Bolhetim Interno.

Para tanto, aluga o Europarque ( paga balúrdios pelo espaço) e dá uma faustosa ceia de Natal com prendas e tudo.

Estas as medidas de contenção da cambra.

Importava, em nome da transparência e do rigor na gestão de dinheiros públicos, que o "barbinhas" ou o "filho" dissessem quanto se vai gastar no Jantar de Natal dos "pobrezinhos" do concelho, todos eles com emprego vitalício, ordenados em dia e demais regalias sociais.

Importava, também, que a cambra publicasse a lista de atrasos nos pagamentos aos fornecedores.

Importava que a cambra fizesse um estudo económico, seguido de publicação, no qual se avaliasse o custo económico e financeiro provocado pelos atrasos nos pagamentos aos fornecedores.

Ou será proventura que a cambra, para além de acreditar no Pai Natal, também acredita que os fornecedores vendem ao mesmo preço independentemente de receberem a 30/60 dias ou a 2/3 anos.
Kouzas e Louzas

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