Ora quem sois?
Estava eu aqui a passar uma “vista de olhos” pela imprensa nacional (não a da casa da moeda, pois como devem calcular isso é só para alguns) e parei, por instantes (un petit peut) atónito, na página que relatava mais uma das muitas e não menos escabrosas acções dessa nova polícia social denominada ASAE.
O nome até que é simpático. Faz-me lembrar os manuais da primária. Lembram-se? (Edições “ASA”... Cá o je, a meio de Novembro já tinha os livros da escola num estado tal que a Lili Caneças ao seu lado mais parecia uma alegre adolescente de Cascais. Estavam um bocadinho enrugados, por assim dizer).
Mas vamos ao que me trouxe, humildemente, até à Vossa companhia. Serei, durante as próximas linhas, o Vosso humilde servo.
ASAE – Autoridade da Segurança Alimentar e Económica.
Sendo um nome trés simpatic, o que leva aquele espécime raro chamado António Nunes a apresentar aquele ar “pidesco”?
Sendo um nome trés simpatic, o que leva esta nova autoridade (?) a assumir acções violentíssimas contra o nosso pequeno paraíso à beira mar plantado chamado Portugal.
Diz o gajo que se limita a cumprir a lei, e que por sinal não foi ele que a fez. Sugere até que, quem não estiver bem que se ponha melhor – de preferência a milhas, tipo Nova Caledónia.
- O tanas!
O tipo é mas é um g’anda maluco que temos de aturar.
Apelo por isso a todos os amantes de um bom Queijo da Serra, de uma bolinha de berlim do All Garve, das alheiras de Mirandela, e por aí fora, que nos unamos para o maior combate pela liberdade e democracia da história do Portugal pós-moderno (esta foi uma piada).
Talvez estas manias das limpezas e dos “contróis” escondam, atrás das anunciadas boas intenções, motivações mais ou menos obscuras de meia dúzia de grupos económicos. Não sei se já repararam, mas os tipos querem obrigar a malta a comer Big Mac’s e batatas fritas. Querem ver os shoping’s apinhados de pobãoeee.
Vamos por isso combatê-los.
Para começar, uma sugestão:
Os responsáveis pela Viagem Medieval, vulgo Festa das Febras, devem tratar de vedar com muralhas bem altas, toda a zona central da Coba e destacar a malta das associações para ficar de vigília e controlar as entradas. Ao mais pequeno sinal de aproximação dos musculados da ASAE, devem tocar cornetas e sinos ao rebate. Através desses sinais, as senhoras e os senhores que nos vendem sandes impregnadas de pó e nós-moscada partirão em debandada para o meio da multidão. Para disfarçar...
A partir desse instante, os gajos da ASAE só verão umas barracas no meio do povo e não verão vestígios de venda de produtos mais ou menos caseiros
Vão ser eles os verdadeiros bobos da corte.
Isto, se por acaso, eles não forem muito rápidos e apanharem o pobo com a mão na massa, que é como quem diz, a abocanhar uma febra, uma sandes de pernil ou uma taça de sangria (já se bebia sangria na Idade Média?).
O melhor é não arriscar. Por isso, na próxima Viagem Medieval, não pode haver febras para a malta. Ou então terão de vir devidamente embaladas e com a inscrição da data de validade.
Fora isso, o resto é balelas.
Há! Já me esquecia do combate.
Se Vossas Excelências quiserem, basta darem um sinal.
Tipo... dizer “jamé” a este inconcebível post.
Sem comentários:
Enviar um comentário