Todos nós sabemos que os bombeiros são voluntários por opção e profissionais por acção. Promover o reconhecimento social dos cidadãos que desempenham funções voluntárias nas instituições através de acções de divulgação da actividade junto da sociedade em geral é uma das medidas que considero importante e fundamental no apoio às populações.
Mas tudo o que é bom não deixa de ter críticas! E não os critico pelo seu papel mediático nos momentos oportunos de desgraça ou outros que tais…
Nem vou falar da sua missão nas suas várias vertentes, nem na legislação aplicável aos bombeiros.
Apenas quero salientar a falta de respeito pela sociedade em geral que é obrigada a ouvir a sirene a vomitar um ruído terrível pela madrugada. Dizem que é para avisar os bombeiros voluntários. Mas pelas circulares do SNBPC, na Nº 40/2001 Regulamento Geral do Ruído (Decreto-Lei 292/2000, de 14 de Novembro) e ainda pela Nº 29/2001 Definição de Procedimentos para Redes de Radiocomunicações, não sei se é correcto esse meio de comunicação medieval. O mais semelhante é o batuque da selva para acordar toda a bichanara. E afinal para que servem os bips e os telemóveis?
Deviam usar um sistema mais incisivo em relação aos que se devem deslocar ao quartel e evitar acordar os milhares de habitantes que precisam descansar de noite para trabalhar de dia.
Outro problema é que há um fetiche medronho em fazer barulho com as buzinas das ambulâncias e outros carros, principalmente em caso de incêndio. E é durante a noite e madrugada que a coisa piora e deixa qualquer um atordoado. Ligam as sirenes como se o fogo ficasse assustado e se retirasse rasteiramente. A Lei do Silêncio é, sem dúvida, a mais conhecida e, na mesma proporção, a mais desrespeitada. Poucos desconhecem que não é permitido fazer barulho, mas... A intenção é abordar, aqui, a Lei do Silêncio na privacidade dos nossos lares.
Mas há quem pense que ligando as sirenes de madrugada, tudo se afasta, como se o trânsito fosse caótico a essa hora!
Muitos feirenses sentiram mais uma vez esse incómodo na última madrugada. Os bombeiros de Lourosa lá voltaram a acordar as pessoas num raio de 10 km…
Recebiam o alarme e sorrateiramente poderiam ir apagar o fogo na tal fábrica de confecções e só acordariam os vizinhos próximos. Mas não!...foi preciso acordar uns milhares de pessoas…como se assim o seu trabalho ficasse mais conhecido e eficazmente reconhecido!
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