20 fevereiro, 2008

Ao que chegou a carreira de um professor!

Kouzas e Louzas

A entrevista estava marcada há algumas semanas, mas em cima da hora, Shrek ainda estava remitente em a conceder. Combinamos destorcer a voz e pintar-lhe os olhos, para não ser reconhecido. Após alguns momentos de tensão, sempre acede as dar-nos esta entrevista que pode ser explosiva.

1jornalista – Senhor Shrek, diz que recentemente foi vítima de uma vigarice por parte de uma professora. Pode esclarecer-nos?

Shrek – É verdade! Ainda sofro muito com isso. Até tenho recebido ajuda psicológica para ultrapassar esse trauma!

1jornalista – Mas conte-nos tudo!

Shrek – Eu nem sei se posso, porque está em segredo de justiça… mas pronto, eu conto:
No início deste ano eu aproveitei a benesse do senhor primeiro-ministro das “novas oportunidades” para terminar os estudos. Aliás quero aproveitar a oportunidade e agradecer ao nosso primeiro-ministro, porque este gesto só demonstra o lado humano do senhor. Ele bem sabe que nem todos nós, quando éramos putos tínhamos os Domingos de tarde livres e principalmente poucas famílias disponham de dinheiro para comprar faxes.
Ora, como eu já tinha alguns estudos, resolvi aproveitar e fui terminar os meus estudos.

1jornalista – Terminar o 12º ano, presumo.

Shrek – Presume mal…. Bem, fui terminar a pré – primaria! O 12º devo terminar daqui a 4…meses!
Bem, mas o que se passou a seguir é que foi de facto muito grave. A senhora professora....

1jornalista – Podemos saber o nome?

Shrek – Não! Se eu dissesse que a professora se chamava Ana Maria de Larosa e Albuquerque…. Poderia sofrer retaliações ainda mais severas! É que comigo não há “Compadrios” nem “Comadrias”… pois …isso!
Quase no fim do ano lectivo (aqui o ano lectivo termina ao mês) ela disse-me: “Senhor Shrek, queria dar-lhe uma boa nota, para que a minha classificação de professora seja boa e assim poder subir na carreira.”
Após várias reuniões (uma de 10 minutos) chegamos a um acordo. Ela dava-me 300 Euros e eu aceitava que me desse um três(3). Por 400 euros aceitava um quatro (4) e finalmente 500 euros dava para um cinco(5).
Ela como estava meia “tesa”, comprou-me um três(3) por 300 euros.
À noite, liga-me e diz que consegui juntar uns cobres lá em casa, e consegue pagar-me 400 euros para eu aceitar um quatro (4).
Pronto, ficou tudo combinado e não haveria mais algum problema.

1jornalista – Mas houve problemas, não foi?

Shrek – Até me custa falar nisso, porque dói bastante. No dia de sair as notas, ia muito feliz…até que…foi um choque.

1jornalista Tenha calma…beba um copo de água com açúcar! Mas então que aconteceu, para ficar assim chocado…. A professora deu-lhe negativa?

Shrek – Antes desse. Imagine….na pauta estava lá escarrapachado um CINCO!
Senti-me enganado. Ela apenas tinha comprado um quatro. Já não se pode confiar nas pessoas!

1jornalista – Mas sei que o Shrek apresentou queixa….tem medo de represálias da professora?

Shrek – Sim! Aliás, já fui ameaçado mais que uma vez. A professora pede o telemóvel a alguém, e de forma anónima liga para mim e diz “Estás tramado…. Nem que seja a última coisa que faça, mas vou te dar um Cinco nem que a vaca tussa!

1jornalista – E agora, o que pensa fazer?

Shrek – Já liguei para uma empresa especializada em manifestações, a CGTP e vamos todos protestar. Temos os nossos direitos e iremos lutar por eles!


Nota: O entrevistado diz na entrevista que está na “pré - primária” mas apenas é para despistar. Pois o senhor Shrek é já uma pessoa com muitos estudos e na altura em que esta entrevista está publicada, já deve ter completado a 2ª Classe!

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