Em Arrifana existe um aluno que teve de mudar de escola por alegadas ameaças por parte de alguns alunos que o primeiro terá visto a fumar droga. Ao pedir uma opinião a um dos que melhor conhece a realidade da Kouza em Arrifana, Eduardo Costa, este fez-me chegar por e-mail a seguinte opinião:
“Não podia de forma alguma ver esta noticia e ficar indiferente… ignorar ou até ficar no anonimato (talvez a solução mais cómoda) perdoem-me mas sem querer ferir susceptibilidades acho que enquanto representante de pais e enquanto por aqui estiver não me calarei tomei a decisão de comentar e registar a minha opinião e deixemo-nos de uma vez por todas de que os blogs são coisas baixas que não dizem nada de sério ou que o que lá vem são tudo invenções. Não vou dizer que não, mas que fiquei surpreendido quando tomei conhecimento da noticia através do JN e do Regional fiquei sim senhor… trata-se de mais um caso passado no nosso agrupamento numa altura em que o que está a ser mediático é o caso da aluna do Carolina Michaelis, esta noticia aparece no JN exactamente colada ao lado como em titulo de “violência na escola”. A reboque deste caso saltam para a ribalta todos os casos até aqui não denunciados e que estavam religiosamente guardados mais parece a sete chaves (por medo, por represálias) e num ápice salta a tampa e tudo vem cá para fora…o medo desaparece e aqueles que se sentiam humilhados e perseguidos vêm agora a terreno contar as suas experiências, é claro que não estou de acordo com a violência nem com este tipo de comportamento que teve esta aluna…o que parece ser idêntico em todos é a solução arranjada para a sua resolução que resulta na transferência dos respectivos alunos prevaricadores ou não. Este caso chocou o País e parece-me que as pessoas andavam todas adormecidas porque agora ficam todos espantados e horrorizados perante este tipo de comportamentos que pessoalmente condeno e repudio. São queixas de professores, de funcionários, etc., etc., e os casos que envolve os alunos mas em sentido contrário? Em que são estes as vitimas? …quando são estes os descriminados? Em que pé ficam as situações em que os envolvidos pela negativa são educadores, funcionários ou até professores? Porque a violência não se regista apenas numa filmagem através de um telemóvel mas aquela que pode ser exercida psicologicamente ou fisicamente sobre as crianças longe dos nossos olhares fica registada aonde? Onde fica registada esta… e se ela for exercida sobre uma criança do pré-escolar? São porventura processos e mais processos de inquérito abertos e resolvidos a contento de todos!...este último caso de Arrifana, acho muito bem que o pai tenha alertado o Conselho Executivo penso até ser uma obrigação que o fizesse, só lamento é que o mesmo não tenha chegado ao conhecimento dos organismos representativos dos pais ou seja (soube à um par de horas atrás através do meu Presidente do Núcleo de que na Associação de Pais da EB2.3 não havia conhecimento oficial do caso) ou até ao Núcleo das Associações de Pais, órgão da qual faço parte mas entendo que minimamente o órgão máximo de gestão da escola uma vez que sabiam do que se passava tinham o dever de com alguma razoabilidade nos participar o ocorrido ou o que estava a acontecer uma vez que este pai não o fez, porque este pai resolveu o problema rapidamente! Solicitou a transferência do filho para não ter mais problemas, e os filhos dos outros? Ficam à mercê de quem? Ficamos à espera sentados que a desgraça nos bata à porta? Colocam-se agora muitas questões o que está a ser feito? Que solução foi arranjada pelo executivo para a resolução deste caso? não digo para o aluno que saiu mas para aqueles que ameaçavam esta criança ou que têm atitudes e comportamentos menos próprios dentro de uma escola? Será que tudo se passou longe dos olhares dos outros alunos de funcionários e professores? Depois de alertados pelo pai do dito aluno e se os prevaricadores já estavam identificados pelas autoridades, será que os pais destes foram chamados à escola?...uma vez que tomei esta decisão de escrever estas linhas é suposto que as respostas não iram tardar até poderei adivinhar de que estas viram sublinhadas de que a resolução destes casos são resolvidas nos locais próprios…é certo que o tenham de ser mas também é lamentável e não posso tolerar que elas venham a publico mesmo antes daqueles aquém o assunto possa dizer directamente respeito sejam os últimos a saber, lamento e registo mais uma vez com desagrado não haver por parte deste conselho executivo uma articulação consertada com o organismo mais representativo dos pais esta dificuldade já não é de agora como sabem, a todos os professores que diariamente trabalham nas escolas, o reconhecimento pelo valor do seu trabalho e do esforço que lhes é pedido, em prol de uma escola pública de qualidade, desmentindo categoricamente que o Movimento Associativo de Pais possa estar contra eles, como alguns querem, com outros propósitos, fazer crer e que vá de encontro aos anseios de todos os pais que se preocupam por uma educação saudável do nossos filhos. Porque acreditamos num Portugal democrático, de cidadania, onde se devem defender ideias e convicções e não o ataque pessoal e onde se deve dar a primazia aos valores em detrimento de interesses, e agora como dirigente associativo de pais apelo ao diálogo como forma de encontro de soluções e de uma plataforma de confiança entre os agentes de educação, alicerçada nos valores que devem orientar a nossa vida em comum.”
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