Este post é uma verdadeira fonte de informação de como o nosso dinheiro pode ser gasto cá pelas bandas da terra das febras. Começa por contar como os nossos presidentes de junta não possuem a mobilidade financeira necessária para comprar duas resmas de papel A4 quanto mais para controlar meia dúzia de sacos de cimento.
Parece que andam tão tristes que não aguentam sequer o peso de se arrastarem pelos corredores apreciando os decotes generosos a que a nossa cambra, pelos vistos, os foi habituando.
Se for como aqui na linha de montagem da fabriqueta em que eu labuto, aparafusando dois ou três painéis solares por hora, essas transportadoras de decotes generosos que se “arrebitam” com a mais pequena brisa, farão talvez lembrar aqueles bonequinhos de Lego muito engraçados: Consegue-se fazer tudo com eles. Só por curiosidade, tenho uns com mais de vinte anos e se eu já vou tendo algumas rugas (poucas, graças ao botox linha branca!), eles não têm nenhuma. As maravilhas do plástico...
Mas, fazer encenações com bonecos Lego, substituindo os bonecos de carne, é algo que, sinceramente, já não possui cá para o “je” o significado de outrora.
Sinto-me mais à vontade com o que é real.
Já começo a ter idade para perceber que o plástico em demasia é bem capaz de fazer mal à saúde e, por conseguinte, ao planeta.
Mas, diz-se por aí, que não é isso que os nossos avariadores pensam. Os tipos (daqui até ao ano é que vai ser), estarão a reforçar-se, intensamente, com esses adornozinhos de “plástico”, quais bibelôs de altar.
Daí nem viria mal ao mundo se, como vos referi no início, a massa (l’argent) não fosse toda “desviada” para esse mal letal para a sociedade (da informação) - o plástico.
Não é assim?
- É pois... Digo-vos como quem se confessa!
Fala-se de histórias em que, determinados bibelôs, recebem mais em horas extras do que propriamente de ordenado. Fala-se ainda de peças de Lego que nem sequer saem da sua caixa para ir trabalhar: dizem que em casa rendem melhor e não perdem brilho.
Eu, mes amies, não quero acreditar nessas histórias.
Por isso, como não tenho hipótese de me deslocar para os lados da cambra, pelo menos até à primeira semana de Agosto (nas férias, monto sempre o meu guarda-sol na Praia da Baía em Espinho), peço-vos encarecidamente que averiguem junto do Barbinhas e dos seus acólitos avariadores se esses factos são ou não verdadeiros. Averiguem as quantidades de Legos que têm sido contratados, oopps, adquiridos... e das suas verdadeira encenações.
Já agora, vejam se conseguem descobrir como é que a Cambra controla as tais (muitas) horitas extra e se consegue duplicar o ordenado, perdão, o valor que as peças de Lego transportam.
Dava-me jeito que isso fosse verdade. Talvez assim pudesse convencer o meu patrão de que rendo mais à noite e ao fim-de-semana e assim arrebatar pelo menos o dobro do meu parco salário, que vai todo direitinho para saldar a prestação do meu T1+1.
Por agora, “C’est tout”!
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