"É muito difícil manter um mentiroso como primeiro-ministro"Marcelo Rebelo de Sousa considera que falar na substituição do chefe de governo neste momento é uma atitude “irresponsável” porque o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) – um instrumento “fundamental para o futuro do país” – ainda não está aprovado pela União Europeia.
No seu espaço de comentário na RTP, afirmou que “é muito difícil manter um mentiroso como primeiro-ministro, mas a situação do país impõe-no”, referindo-se à compra da TVI pela Portugal Telecom (PT) para, alegadamente, controlar a comunicação social, que José Sócrates afirmou desconhecer oficialmente.
Em relação a Rui Pedro Soares e Paulo Penedos - respectivamente administrador e assessor da PT -, Marcelo diz que “assim como os indicou, [Sócrates] pode mostrar o seu desagrado” conduzindo ao seu afastamento da empresa pública.
Os dois homens são protagonistas num “plano” divulgado pelo jornal “Sol” que o executivo de José Sócrates tinha para controlar a comunicação social e conduzir à emergência de um novo grupo de comunicação, favorável ao actual governo.
O antigo líder do PS não acredita na saída de José Sócrates pelo seu próprio pé e diz que teria de ser o Presidente da República, Cavaco Silva, a demiti-lo - situação que, para já, afasta completamente.
Sobre um cenário de eleições antecipadas, Marcelo diz que “só valem a pena se resultarem numa situação melhor: um governo maioritário”.
Quanto ao segundo tema que marca a actualidade política, as eleições para a liderança do PSD, o antigo primeiro-ministro garante: “No que me diz respeito, o pacote está fechado”, confirmando, uma vez mais, que não será candidato.
“O ideal seria um candidato de convergência, para evitar o que aconteceu nos últimos dois anos”, explica, mostrando uma posição contrária à da actual líder, Manuel Ferreira Leite, que defende que quantos mais candidatos surgirem, mais beneficiado será o partido.
O comentador referiu-se ainda ao apelo do presidente do Instituto Sá Carneiro, Alexandre Relvas, que pediu uma candidatura única a José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel.
Rebelo de Sousa justifica este apelo dizendo que Relvas “não quer, de modo nenhum, que Passos Coelho ganhe”.
O social-democrata ainda não escolheu o candidato que vai apoiar, diz que precisa “esperar para ver”.
6 comentários:
Tenho pena do Senhor Ministro. É simpático, gosta do progresso e é prafrentex mas está rodeado de mafiosos como o Vara, dos que acima vêm referidos e muitos mais! Cavaco e Sócrates têm que fazer uma poda.
Estu a ler bem, quem tem de ser podado é o Socrates
De Fernando Pessoa já se disse quase tudo. Visionário, não sei, mas esta "carta a um herói estúpido tem quase um século:
O português é hoje um expatriado no seu próprio país.
Somos uma nação, não uma pátria; somos um agregado humano sem aquela alma colectiva que constitui uma Pátria. Somos...Sei lá o que nós omos, salvo o lugar por onde um cataclismo vai passar?
Sei que não vou por aí.
… apeteceu-me um poema José Régio:
Ah! Que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições.
Ninguém me diga "Vem por aqui!"
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou.
Não sei por onde vou.
- Sei que não vou por aí.
Alô!
"Somos uma nação, não uma pátria; somos um agregado humano sem aquela alma colectiva que constitui uma Pátria. Somos...Sei lá o que nós somos, salvo o lugar por onde um cataclismo vai passar?
"
Sobretudo somos supersticiosos,neste momento que não é o do "Estado Novo",mas o estado dos Média,queremos o melhor mas não nos candidatamos a fazer nada até porque é mais confortável estarmos por cá,SOMOS sobretudo do contra...
Pior do que ser do contra ou até mesmo dos a favor é ser SUBMISSO esses é que só estão por cá. Nem aquecem nem arrefecem. Material inerte.
Enviar um comentário