Como é do conhecimento público, recentes decisões do Governo levaram à suspensão do processo de construção da Concessão Vouga, deitando por terra as aspirações de todos os arouquenses quanto à finalização da Variante que é de importância capital para o futuro do concelho.
Confrontados com esta notícia, um grupo de cidadãos dos mais diversos quadrantes políticos, sentiu a necessidade de criar um Movimento que sirva para concentrar a enorme indignação que todos os arouquenses sentem com a decisão tomada.
A execução da 2ª fase da Variante Arouca - Feira permitirá que Arouca deixe o isolamento a que está votada e possa planear um futuro onde a população se sinta bem e onde as empresas possa vir a investir. O que se passa hoje é de uma injustiça sem precedentes, deixando Arouca de fora dos acessos às principais rodovias, limitando a sua expansão social e económica.
Mas este Movimento, apartidário e aberto a todos os que sentem a injustiça desta decisão, resulta também da incredulidade perante um Primeiro Ministro que veio pessoalmente a Arouca garantir a execução de uma obra, para, nas palavras do próprio, «fazer justiça para convosco e para que os portugueses saibam que não é possível no sec. XXI mantermos as ligações que temos a Arouca, que merece muito mais para se poder desenvolver». Na sua visita ao concelho de Arouca, acompanhado de altos deputados do Partido Socialista, José Sócrates sustentou que o concelho «não tem as mesmas oportunidades que outros, porque foi deixado para trás no investimento público em termos de acessibilidades».
Depois da palavra de um Secretário de Estado e de um Ministro das Obras Públicas ter ficado na gaveta, não podemos aceitar que o compromisso assumido pelo mais alto elemento do Governo seja letra morta. Aceitá-lo será ferir de morte a democracia.
Este Movimento procurará sensibilizar o mais número de pessoas, dentro e fora da política, para a necessidade de exigir ao Governo, ao Primeiro-ministro, ao Ministro das Obras Públicas e aos deputados que os sustentam, que o investimento na conclusão da Variante Arouca - Feira é urgente e é uma questão de coesão territorial.
O investimento na Variante Arouca-Feira é de importância vital para que, passados os tempos difíceis por que navegamos, o concelho esteja preparado para crescer.
O investimento na Variante Arouca-Feira é o cumprimento da palavra do Primeiro-ministro que, muito bem, se referiu a ela como uma questão de justiça.
O investimento na Variante Arouca-Feira é uma gota no enorme oceano que é o Orçamento Geral do Estado que colmatará um esquecimento de quase 20 anos.
O investimento na Variante Arouca-Feira não pode mais ser adiado pois corremos o risco de ver definhar um concelho com um potencial invejável no distrito de Aveiro e na Área Metropolitana do Porto, e que constitui património Geoparque da Unesco.
Os signatários deste movimento não podem assistir indiferentes a esta autêntica fraude a que querem submeter os arouquenses e tudo procurará fazer para que a justiça da reclamação de Arouca seja ouvida e compreendida por todos os que têm o dever de promover um desenvolvimento do território solidário e coeso.
António Jorge
Carlos Costa
Pedro Magalhães
Pedro Sousa
Victor Mendes
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