
Para quem ainda os não viu, aqui seguem os 12 desenhos (mais ou menos) humorísticos que muitos islamistas estão a considerar como uma gravíssima blasfémia face à sua religião, já que neles se caricatura Maomé e... o Islão interdita, em absoluto, a representação do seu Profeta... -- mas, afinal essa interdição vale para quem? para os muçulmanos? Para toda e qualquer pessoa?!!!

Na continuação deste processo e na sequência da publicação, de ontem, daqueles desenhos pelo jornal francês «France Soir», hoje mesmo, Eric Fauveau, o seu director, foi despedido das suas funções pelo proprietário do jornal, Raymond Lakah, homem de negócios franco-egípcio, que invocou para tal o facto de, em seu entender, o jornalista ter agredido as «crenças e convicções íntimas de cada indivíduo» ...!
5 comentários:
Preparem-se porque os mouros voltam á carga e ainda vamos fazer a nossa reconquista tal e qual os nossos antepassados. E já agora...os Cristãos também deviam fazer o mesmo com o cartoon do preservativo no nariz do Papa.....há que respeitar a dimensão espiritual...
caro blogboss,
agradeço a sua diligência em fazer publicar no seu blog as heresias que transtornaram os muçulmanos.
De todos estes acontecimentos, uma coisa se torna manifesta: há um claro confronto de cilvilizações, por muito que seja a retórica mansa e politicamente correcta que usamos para disfarçar o facto. O pior para nós, é que - pelo menos é assim que acredito - são os muçulmanos os que levam a vantagem: é com eles que está a moral (ainda que possamos discordar dela)e a motivação necessária ao confronto. Nós por cá, havemo-nos tornado demasiado permissivos com quase tudo e qualquer estreitamento ou afirmação moral mais convicta é logo sinal de censura pela necessária aabrangência do politicamente correcto. E o politicamente correcto (sendo coisa nenhuma, sendo o descompromisso para com tudo) de nada valerá no confronto com motivações de índole religiosa (onde está Deus nas nossas sociedades? A nossa profunda motivação passou a ser o princípio da separação de poderes, ou a da igualadade dos cidadãos perante a Lei? Sacrificaremos a nossa vida por isso?)Há coisas para as quais começamos a ficar sem resposta e que muito bem nota o editorial do El Pais: então caricaturar maomet será mais gravoso aos olhos da respectiva religião, do que matar 3000 pessoas nas torres gémeas?
Os muçulmanos levam vantagem?
Não sem em que planeta será assim mas não é neste.
Há realmente um confronto de culturas. Culturas essas muito correctas nos seus ideais e muito ridículas nas suas prácticas.
A estas podemos juntar muitas outras.
Em situações limites até poderemos equacionar se MARX não tinha razão ao afirmar que "a religião é o ópio do povo", tantas foram e são as chacinas que nela encontraram a desculpa para tomar forma.
A barbárie promete continuar.
Todos fingimos olhar para o lado e fingir que não existe.
Opinamos tranquilamente acomodados mas nada fazemos para mudar.
Tudo isto merece profunda reflexão.
Caro poeta,
a vivência e a dimensão espiritual e religiosa do Homem é um dado irrevogável. Tal não mudará nunca, ainda que homens tenham escrito que a religião é o ópio do povo - O islamismo radical está aí para provar isso mesmo! É desse dado da irrevogabilidade da fé (assuma ela as formas e os entendimentos que se quiserem) que, precisamente, resulta a nossa fraqueza perante os radicais islamitas e o islão em geral: aí há um compromisso férreo e agregador na vivência dessa dimensão da fé. Pelo contrário, do lado ocidental, apenas há o compromisso para com a vida fácil e o hedonismo que o dinheiro permite. E no confronto das civilizações, o dinheiro nada vale... São as ideias que moldam os impérios (o dinheiro vem depois). E eu pergunto: conhece ideia mais forte do que a ideia de Deus? Eu não. Mas por cada um que assim pense no ocidente, há cinquenta mil no islão...
ó frithegermandog já vi que tens cursinho filosófico, mas actualiza-te e não entres em linguagens gongóricas. Olha que já te basta a Viagem medieval...
Enviar um comentário