16 fevereiro, 2010

Sócrates, o Ícaro da actualidade

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Foi na Antiga Grécia, lembram-se? O episódio já foi há tanto tempo que não me lembro bem de todos os pormenores, mas se não foi ali, foi para aqueles lados que tudo aconteceu e o que foi, disso bem me lembro: um homem que queria voar. Nada que se leve a mal. Só que havia um pormenor a obstaculizar a pretensão. A passarola do Padre Bartolomeu Gusmão ainda não tinha dado os poucos passos que deu a caminho do ar e do avião, nem ares havia.

Mas o engenho e a arte do homem, já agora o nome, Ícaro, proporcionaram-lhe o ansiado voo. E seja feita a sua vontade. Voou. Como? Ainda ninguém se tinha lembrado de tal e o exemplo, andava no ar. Os pássaros. Alou-se e foi com um par de asas que levantou voo a caminho da eternidade. Ainda hoje se fala nisso. Subiu, subiu, até que, não foi o céu o limite. Não, foi o Sol, derreteu-lhe as asas e catrapum. Só parou no chão.
Hoje em dia, o céu e o voar já não são limite para ninguém. Alguns já vivem mesmo nas nuvens, como esse tal Sócrates. Não o contemporâneo de Ícaro, mas o da actualidade.
Só que a este, tal como ao outro, não tarda nada, vai-lhe acontecer o mesmo. Vem malhar cá abaixo e o culpado, é o mesmo: o Sol.

1 comentário:

Anónimo disse...

Anjinho é que ele não é. Pensa é que somos todos uma cambada de anjolas.