FAVOR vs CONTRA
Aparecem sempre por todo o lado, e por cá também, alguns auto-considerados ilustres que se arrogam da propriedade do exclusivo do bem-querer à sua terra e ao seu crescimento/desenvolvimento e consideram, expressando-o muitas vezes, sempre sob anonimato, porque têm vergonha de si mesmos e não têm cara para enfrentar qualquer contraditório e acham até, no seu parco e parvo entendimento, que qualquer crítica a qualquer facto ou iniciativa significa ser contra, significa obstaculizar tudo o que de bem e bom se tente fazer na terra.
Acontece que eu sou um habitualmente visado e muito do que se vai desenvolvendo na envolvente do parque, seja a esplanada, seja também o novo edifício do Bar/Ilha é motivo para me zurzirem.
Nunca vezes nunca tive qualquer gesto contra o que quer que seja. Só que não posso aturar que, por inércia ou por motu, se transgrida ou se permita a transgressão das normas mais elementares e flagrantes da legalidade, seja na edificação urbana, seja na autorização sub-reptícia e não legalizada de qualquer evento ou instalação, deixando crescer a convicção de que se faz ou deixa fazer por serdes vós senhores quem sois.
Se, porventura, um qualquer investidor, público ou privado, pré-anunciasse um investimento de algumas dezenas de milhões de euros para instalação de uma grande oficina de lapidação de diamantes, actividade não poluente, ocupadora de basta mão-de-obra de alta qualificação e portadora de grande acréscimo de valor, todos lhe dariam as boas vindas, fosse ele, ou não, originário de cá.
Mas, se ao apresentar formalmente o projecto em concreto impusesse que a implantação fosse no parque das Termas, de certeza que a generalidade das pessoas se poria contra, mesmo que alguns vociferassem aqui d’el rei que há quem não aprecie o desenvolvimento e progresso da nossa terra. Se, por absurdo, tal fosse possível, e, por ex., a Câmara, com olho exclusivamente economicista, desse luz verde e forçasse parecer favorável dos organismos tutelares, eu haveria de protestar enquanto me não doesse a voz.
Quanto ao edifício do Ilha, será claro que não tenho nada contra o investimento, nem contra o local. Mas fica aqui dito que não posso aceitar que um instituto público com a responsabilidade da Administração da Região Hidráulica do Norte (ARH-N) tente fundamentar um parecer com uma mentira histórica. Dizer que “o acesso se situa acima da cota da maior cheia conhecida para o local” é passar a letra em documento oficial uma mentira que qualquer iniciado não diria sem se informar primeiro. Evidente que eu próprio, assinando e dando o endereço correcto, escrevi à ARH-N, com cópia para a CCDR-N a perguntar onde foram catar semelhante asneira. Na carta fiz menção da cheia de 1954 que passou por cima do muro do parque, fez da ribeira um enorme lago, cobriu o moinho e ia levando no turbilhão um, na altura jovem, que estava exactamente em cima do muro do parque. E, se me não responderem em tempo útil, invocarei o CPA (Código do Procedimento Administrativo) que obriga à resposta a qualquer pedido de esclarecimento. E também haverei de inquirir se a Direcção de Hidrologia e Minas não terá de ser chamada a dar parecer. A outras construções, num raio de cerca de 1 KM, a partir das Termas, tem sido exigida a intervenção da DGHM. E, entendo eu, não é justo haver uns munícipes de primeira e outros de segunda. Uns filhos da mãe e outros … de pai incógnito.
Um munícipe que precise de fazer um acrescento de um quarto e uma casa de banho na residência, ou se submete às burocracias de desenhador, serviços, visitas seguidas de fiscais (às vezes com intenções dúbias) e fica depois sujeito às variações de IMI, ou arrisca e escolhe um empreiteiro ladino e bem equipado e faz as coisas de forma rápida e o mais possível fora de horas, até de noite e a coisa pode passar, mas sempre com o coração nas mãos. Outros há que fazem tudo às claras e sempre sem a preocupação de ter ou não licença. Os fiscais, se vêm, é para outro tipo de visita. Com essas discrepâncias de tratamento não convivo e dificilmente me calo.
E isto não é, de nenhuma forma, atentar contra o crescimento, o desenvolvimento e progresso da terra.
12 comentários:
Não estou, nunca estive contra. Não tolero é que nos queiram torpedear com uma mentira. Ou ignoravam aquele parâmetro ou procuravam outro termo justificativo. Por parvo é que não gosto de ser comido.
José Pinto da Silva
Mete-se em tudo, mesmo sem ser chamado, quem quer trabalhar com ele. Picuinhas como é. Não fica na historia mas se ficasse seria por ser o maximo divisor cumun dos caldenses. Fora da politica nunca esteve em nada. Sendo S. Jorge socialista porque é que o PS anda ser por baixo? Ele pode responder, viu-se agora, até os discursos fazia à menina. Com o aquecimento global o degelo nos montes Calvário e Santo Ovidío de Lobão as aguas vêem por ali abaixo só param no Uíma e quero-me rir. Cheias piores do que nos anos cinquenta, fui à Torre do Tombo e em 1732 já um homem que estava em cima de um muro andou a correr à frentas das águas. As cheias vão acabar com as Caldas. Cuidado com as cotas e os cotas, são dois perigos à solta. Não tem calos nas mãos só no dedo da caneta.
Mas olhe que é... olhe que é...
Ora o nosso estimado Pinto da Silva quer ver se uma vez mais consegue arranjar maneira de dar mais um frete para o Tell-Me e outros que são fraquinhos demais. Como dizem atrás anda sempre com a lei atrás...mas que fazer é um perdedor nato e tem que arranjar maneira de ganhar em alguma coisa nem que seja ao berlinde.
Cromo ao nível do outro que era de Rans...mas com uma diferença... acha que o que escreve alguém ainda consegue ler... ao outro a malta ainda o ouve cantar porque dá para rir... no caso em concreto...nem para digestivo!
Isto é fabuloso! Apelidar alguém que quer fazer cumprir a lei de pidesco é grandioso! Penso que são os mesmos que não se admiram com os "esquemas" e "sistemas" em que estamos envolvidos. É o "bom senso". Senhores, algum decoro (pelo menos no Carnaval)! Nós temos o país que merecemos!
Não conheço, nem de perto nem de longe, os dois comentadores que me desancam. Primeiro, digo que não trabalho em actividade regular, porque se passou o tempo. Não fui funcionário público, trabalhei sempre por conta d'outrem com mistura de actividade pequeno-empresarial. Não me dei mal nuns casos e noutros.
Quanto ao ser legalista, olhe que até nem serei muito. Mas casos há em que a flagrância nos deixa fora do sério. Os homens quitavam de falar na cheia como argumento. Ou não? Se não falassem nela, não mentiam. POrque outras irregularidades há por aí e para as quais me marimbo.
José Pinto da Silva
Nota: Dei resposta porque os comments têm assinatura, independentemente de ser, ou não, vrdadeira.
CLARO QUE O DAS 11:50 É O MESMO DAS 11:56. COITADO, ´´E TÃO SÉRIO QUE SÓ RESPONDE A QUEM ASSINA. OLHE EU SOU ANONIMO PORQUE NÃO QUERO SE INSULTADO POR SI.
DIZ MAL DE TUDO E DE TODOS. MAS OS LEITORES JÁ O VÃO CONHECENDO.´EU ACHO QUE NEM DELE PRÓPRIO ELE GOSTA.
ELE NÃO CUMPRIU A LEI VÁRIAS VEZES. EU SEI E POR ISSO NÃO VENHA FALAR DE ILEGALIDADES.
ASSINO COM O NOME FALSO DE:
MANUEL SOUSA
foge pinto.continuas u mesmo otario de sempre..deves dormir numa salgadeira,mata te.frustado politico..
Não é só frustado como é recalcado. Uma terapia de psicnálise vinha-lhe a calhar. O seu subconsciente balança entre o ser padre e o ser juiz e essa luta reflete-se na escrita. A infância também está muito presente. Aqui teve, de graça uma consulta à moda da Caixa.
Ao que não responde é ao que fez nas Caldas fora da politica porque não fez nada a não ser complicar a vida de todas as associações. desportivas, religiosas. sociais e outras. Pidesco não é, mas a PIDE também fazia cumprir as leis, mas delator, todos sabem que´é.
Nem o ATM no seu pior
trata assim o Senhor Pinto da Silva!
É melhor pessoa do que aqui vem!
É melhorar parar!
UUUuuuuuuiiiiiiii! Isto é um problema das CALDAS!!!!!!! WHITE FLAG
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